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Turismo deve atrelar MS a outros destinos nacionais

Por Paulo Nonato de Souza | 30/04/2020 06:48
Atrelar Mato Grosso do Sul às Cataratas do Iguaçu, no Paraná, é só uma das possibilidades entre várias. Em 2019 as Cataratas receberam 2 milhões de turistas (Foto: Divulgação)
Atrelar Mato Grosso do Sul às Cataratas do Iguaçu, no Paraná, é só uma das possibilidades entre várias. Em 2019 as Cataratas receberam 2 milhões de turistas (Foto: Divulgação)

O turismo doméstico vai pautar a retomada do setor no país após a pandemia, disse o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ao anunciar um plano que será puxado por uma grande divulgação dos destinos nacionais.

“Vamos ter um amplo plano de promoção nacional do turismo brasileiro incentivando a nossa população a fazer o turismo doméstico e conhecer a nossa diversidade de destinos. O objetivo é retomar o turismo do Brasil aos patamares já atingidos nos últimos tempos, transformando o potencial em realidade e em geração de emprego e renda”, disse o ministro.

Integração entre os modais de transporte para que destinos turísticos próximos possam ser visitados em uma só viagem, como comprar um pacote em que o viajante tenha no roteiro atrativos de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, por exemplo. Esta será a base do plano do Ministério do Turismo.

A proposta de integração coincide com articulações que setores do turismo de Mato Grosso do Sul já vêm desenvolvendo desde 2019 para atrair turistas do Brasil e do exterior que visitam as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. No ano passado o destino turístico localizado no oeste paranaense registrou o recorde de dois milhões de visitantes, 7% de crescimento em relação a 2018.

“O Parque Nacional de Foz do Iguaçu (onde estão as Cataratas do Iguaçu) tem sido o destino turístico mais procurado por brasileiros e estrangeiros no Brasil. Precisamos atrair esses turistas para Mato Grosso do Sul com uma proposta de pacotes vinculados, de maneira que possam visitar as Cataratas e também o Pantanal, por exemplo”, disse Beth Coelho, proprietária da Fazenda San Francisco, um dos principais destinos de agro-turismo de Mato Grosso do Sul, localizada em Miranda. Esta é apenas uma das possibilidades, segundo ela.

De acordo com o ministro do Turismo, a retomada das atividades só será possível após a sobrevivência do setor. Álvaro Antônio destacou a linha de crédito de até R$ 5 bilhões que deverá ser liberada pelo Ministério da Economia para ajudar os trabalhadores e empreendedores do Turismo do país.

“Essa medida provisória vai atender em 80% os micros e pequenos empresários e 20% das empresas de médio e grande porte que prestam serviços turísticos no país. Vamos trabalhar para que este recurso possa ser ofertado de forma atrativa e com facilitações”, declarou.

No início do mês, o Ministério do Turismo publicou portaria que flexibiliza as regras de empréstimos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). Entre as medidas estão a redução dos juros para capital de giro de 7% para 5% ao ano e a ampliação da carência do início de pagamento das parcelas de 6 meses para 1 ano.

A contratação do crédito tem como destinatários os prestadores de serviços que estejam devidamente inscritos no Cadastur, o cadastro oficial de operadores de turismo.

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