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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

01/06/2013 13:53

Com volta dos terena à fazenda, gado fica sem vacina contra aftosa

Paula Maciulevicius
Após reintegração de posse, terena voltam à fazenda Buriti e já contabilizam mais de mil. (Foto: João Garrigó)Após reintegração de posse, terena voltam à fazenda Buriti e já contabilizam mais de mil. (Foto: João Garrigó)

Depois de encerrado nesta sexta-feira (31) o prazo da primeira etapa da vacinação contra febre aftosa, a fazenda Buriti, palco da reintegração de posse que acabou na morte do índio Oziel Gabriel, 35 anos, não teve o gado vacinado. Segundo o proprietário Ricardo Bacha, são 300 animais.

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Ao Campo Grande News, Ricardo Bacha disse que solicitou a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) que proceda a vacinação. O pedido foi feito no dia 30 de maio, penúltimo dia do prazo.

“Esperei até o dia 29, quando seria realizada a audiência que a gente esperava que houvesse conciliação. Como não houve, entrei com a solicitação. Estou com a vacina comprada, eles têm obrigação de proceder a vacinação. Se o gado não vacina e dar febre aftosa contamina toda região. É um prejuízo monumental para economia”, disse.
Segundo o produtor rural, a Iagro ainda não passou retorno sobre a vacinação. Os funcionários também devem fazer a contagem do gado.

Na região, a informação que corre é que os índios terena ameaçam através de telefonemas não identificados, funcionários e produtores rurais. “Eles dizem que vão invadir o resto, bater e amarrar quem encontrar pela frente”, relata Bacha.

Em reunião com autoridades estaduais e o coordenador do Fórum Nacional de Assuntos Fundiários e representante do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Rodrigo Rigamonte, os produtores rurais da região de Sidrolândia estão oferecendo 15 mil hectares, inclusive a área invadida da Fazenda Buriti, para o Estado brasileiro “comprar” e por fim ao conflito com os indígenas terenas, que hoje têm 2 mil ha e reivindica 17 mil há sob alegação de se tratar de terras historicamente pertencentes ao seu povo.

A reunião chegou a ser realizada ontem, no Tribunal de Justiça do Estado, mas foi suspensa em razão da falta de representantes dos indígenas. Nesta manhã, índios terenas chegaram ao local com o corpo pintado e com dizeres: “Oziel, a luta continua”. Indígenas do sul do Estado, os guarani-kaiuás, também participam do encontro com o representando do CNJ.

Confrontos – A fazenda Buriti em Sidrolândia foi ocupada há dois meses e a ação de reintegração de posse foi cumprida pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira (30). Houve confronto entre os indígenas e os policiais, um índio foi morto e outros ficaram feridos. Três policiais federais e oito militares também se feriram durante o confronto, mas não houve gravidade nas lesões.

A segunda ocupação ocorreu na manhã deste sexta-feira na Fazenda Esperança em Aquidauana. Um grupo formado por indígenas de 7 aldeias do Estado invadiram a área e deu prazo de 24 horas para que o casal dono da propriedade saia da sede.




Desculpe-me sr SAMUEL,mas desconheço em todo o mundo qualquer etnia que seja desprovida de ambições ,não são somentes os brancos que 'matam criações para vender"pois se assim não fosse quem iria abastecer o mercado hortifruti granjeiro?Conheço indigenas bem sucedidos que vendem aquilo que plantam e criam e isso não é errado
Se comercializar aquilo que se produz é crime,errado porque vcs querem terras?o que vcs plantam e produzem é somente para consumo próprio?porque eu mesmo aqui em minha cidade costumo comprar produtos plantados e comercializados pelos indigenas em suas aldeias,tais como verduras,milho,mandioca,carne suina,galinha caipira
Uma coisa é defender sua causa e seus ideiais e outra coisa é ser hipócrita
 
brunna santos em 02/06/2013 12:59:32
Lembro que a liderança terena do Buriti deram o prazo até o dia 29 pra q Bacha retirasse seus bens da área o que não foi feito. Dia seguinte as casas no local foram extintas, mas em se tratando de gado e levando-se em conta que os novos moradores da fazenda...,digo da aldeia Oziel precisam se alimentar...! Ao contrario do homem branco índio só abate animal pra consumo próprio, não p o comercio. Belê?
 
samuel gomes-campo grande em 01/06/2013 16:24:11
Senhor RICARDO BACHA,não se preocupe com o seu gado,se a sede da fazenda eles atearam fogo,sendo que poderiam dar continuidade ou até mesmo usufruir daquele espaço,o que o senhor acha que vão fazer com o gado?se não souber eu lhe respondo:ABATER,ingenuidade de sua parte achar que vão permitir que vacinem o gado e devolvam ao senhor,mas sabe quem é o errado de toda essa história?o senhor que é apenas produtor rural,que paga impostos,o senhor deve ter lido as reportagens,não seja corajoso de voltar a sua fazenda,porque no seu caso não haverá ong,funai,oab,cimi,governador,presidente,prefeito,juiz,direitos humanos ninguem,e nem será um martir apenas mais um na estatistica,senhor RICARDO BACHA,entenda,indigenas são imunes as leis,afinal eles hoje são a lei,não respeitam nada e nem ninguem
 
anderson novaes em 01/06/2013 14:18:01
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