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Campo Grande, Sábado, 23 de Junho de 2018

04/07/2014 13:47

A adoção de animais é um ato de amor

Por Feliciano Filho (*)

Adotar é um ato de amor. E dedicar-se a outro ser vivo, dando-lhe afeto, cuidados e atenção, é parte disso. É uma alegria ver como cães e gatos têm conquistado um lar acolhedor, que os protege dos maus tratos das ruas.

Regularmente, os Centros de Controle de Zoonoses dos municípios realizam eventos com o objetivo de conseguir uma família para os cachorros e gatos que vivem nesses locais, recolhidos das ruas das cidades. São filhotes, adultos, idosos, de pelagem curta, longa, de cores e portes variados e alguns com deficiências físicas.

Para quem milita pela proteção animal esta é uma iniciativa de grata satisfação, especialmente para mim. Desde que foi aprovada, em 2008, a Lei Feliciano no estado de São Paulo (lei estadual 12.916), que proíbe a matança indiscriminada de cães e gatos saudáveis nos Centros de Controle de Zoonose, Canis Públicos e congêneres, esses animais passaram a ter outra chance de vida.

Um ponto fundamental desta lei foi ter criado um caminho jurídico que possibilitou a instituição de políticas públicas nos municípios, como castração e identificação dos animais, em convênio com o governo do estado. Com a Lei Feliciano, as prefeituras tiveram que investir em locais adequados para recolher e tratar os animais, deixando-os em condições ideais para serem adotados, após serem castrados e identificados.

A lei criou ainda a figura do “cão-comunitário”, que protege e evita o recolhimento daquele bichinho que vive na rua mas é cuidado pelos moradores locais. Apesar de não ter um tutor fixo, todos zelam e têm amor por ele. Não pode, assim, ser considerado abandonado.

A abrangência da lei e os resultados que ela tem trazido aos municípios paulistas fez com que já fosse adotada em outros 12 estados.

A adoção responsável contribui para a redução do número de animais nas ruas, previne agressões e maus tratos, além de acidentes de trânsito.

Os animais dos CCZs são vacinados, castrados, microchipados, tratados contra pulga e carrapato, além de vermifugados. As regras de adoção podem variar de acordo com o município, mas em geral seguem os mesmos critérios. O interessado em adotar passa por entrevista com funcionários do setor de adoção. Se aprovado, o adotante, que deve ser maior de idade, registra o animal em seu nome. É necessário apresentar CPF, RG e comprovante de residência e pagar taxa municipal. E para o transporte do bichinho não esqueça de levar coleira e guia para cães e caixa de transporte para gatos.

Busque mais informações na prefeitura de sua cidade ou procure se informar sobre as feiras de adoção que são realizadas perto de sua casa. Adotar um animal é conquistar um novo amigo!

(*) Feliciano Filho, ativista em proteção animal

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