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19/06/2013 08:58

Algo começa a acontecer no país

Por Júlio César Cardoso (*)

Público vaiou Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, na abertura da Copa das Confederações, em Brasília.

Engraçado! Só tinha antipetista no Mané Garrincha? Ou foram vaias encomendadas pela oposição? A presidente Dilma deveria, com a sua empáfia, ter feito o seu discurso. Por que amarelou? Não soube encarar uma vaia democrática? Algo começa a acontecer no país...

Ocorre que o povo já está cansado das promessas não cumpridas dos políticos e governos. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff demonstra só se preocupar com a sua reeleição, como fazia o seu antecessor Lula; o dragão da inflação já se agita; é muita bolsa assistencialista para abiscoitar votos; não há projetos sérios para a educação pública, a qual continua sendo de péssima qualidade.

O sistema público de saúde há muito tempo é uma vergonha, mas o governo tem dinheiro para financiar Cuba, Copa do Mundo e perdoar dívidas de países africanos; a segurança pública do cidadão quase não existe; investimento em saneamento básico nas regiões das camadas mais necessitadas do país continua sendo apenas uma promessa não cumprida; a falta de emprego é uma realidade; o governo manda o povo gastar o pouco que tem, endividando-se, para aquecer o comércio e a indústria; o governo não reduz os gastos públicos e Brasília continua sendo um grande ralo por onde escorre o dinheiro do contribuinte.

A alta carga tributária do país é um escândalo, mas não há retorno em serviços públicos de qualidade; os acordos políticos espúrios do governo, no toma lá, dá cá, continuam envergonhando a nação como autêntico balcão de negócios; o contingente de miseráveis brasileiros continua aumentando pelas cidades nacionais, bastando ver a quantidade de pessoas desempregadas e morando ao relento nas ruas, nos bancos de praças e calçadas públicas, mas o governo, em deslavada mentira, diz que está combatendo a miséria!

É por tudo isso que os jovens do Brasil começaram a se manifestar, não somente para repugnar aumento das passagens de ônibus, mas para mostrar ao país que o povo não pode continuar sendo enganado e desrespeitado por governantes e políticos falaciosos, que não atendem às demandas sociais.

(*) Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado.

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muito bom o artigo! parabéns!
 
daniela dias em 20/06/2013 01:34:17
Muito bem ditas estas palavras, que sirvam de apoio e incentivo para o povo deixar o comodismo de lado.
 
Junior Ferreira em 19/06/2013 14:48:36
Parabenizo o nobre editor por mostrar, em poucas palavras, a realidade nua e crua do povo brasileiro, que começa a acordar do seu nono em berço esplêndido.
 
José Fernandes de Moura em 19/06/2013 09:49:36
Sr Júlio, Um dos fatores que todos nós nunca comentamos é a falta de controles de todos os gastos públicos, não só os da copa. Tomamos como exemplo nosso estado: Você sabe quanto gasta por exemplo a Assembléia Legislativa? O tribunal de Justiça? o Tribunal de Contas Estadual? Recentemente uma instituição renomada da área de saúde da Inglaterra elogiou e muito o SUS, o problema Sr Júlio esta e o Sr não citou na qualidade da Gestão, como tudo que é público (Municipal, Estadual e Federal). Não tem controle, Não tem decência com os gastos. Porque? simplesmente porque os recursos são públicos, e como se arrecada, através de mais impostos. Outro exemplo é a aposentadoria do servidor público, Se o Sr é um estudioso deveria saber desde o inicio que o rombo foi e é causado pelo setor público.
 
Samuel K. Ramos em 19/06/2013 09:19:36
Ótimo artigo.
 
Adriano Volpini em 19/06/2013 09:07:24
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