A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Março de 2017

14/06/2013 14:05

B4J1: a próxima pandemia

Fabiano Ricardo

Em um artigo anterior, tentamos trazer à tona a problemática criada por pessoas que insistem em um modelo de auferição de vantagens no ambiente de trabalho que é no mínimo imoral: o da bajulação-favoritismo[1]. Como parasitas sociais que são, desculpando-nos de antemão pela literalidade, não nos parece inviável uma analogia com seus equivalentes biológicos. Nesse contexto, um parasita precisa de um hospedeiro: o bajulado.

O bajulado é sempre uma pessoa que possui algum recurso; para sermos sucintos: o poder. Mas não basta que a pessoa tenha poder. Para que o bajulador possa infectá-lo e parasitá-lo é necessário que o hospedeiro esteja com sua imunidade fragilizada: a baixa auto-estima. Em termos práticos, o chefe sem liderança é o hospedeiro preferencial do parasita em questão, já que o líder é imune às investidas bajulatórias por ser motivado, estimado, além de não se render à soberba, substrato que garante a sobrevivência do "bajulus"

Em seu habitat, vivem em simbiose, bajulador e bajulado. O bajulador provê os afagos ao ego do bajulado e este, por sua vez, unge o bajulador com favores. Há entre eles uma relação harmônica, mas a relação deles para com o resto do meio ambiente organizacional é negativa, trazendo prejuízos a todo o ecossistema empresarial. Há verdadeira autopoiese [2] entre eles, isto é, acabam por se manterem unidos como um subsistema autônomo.

O desvio de recursos ou mesmo de poder levam inevitavelmente a uma redução drástica da eficiência energética do sistema, fazendo com que as funções do organismo sejam debilitadas ou mesmo interrompidas. Como não há um fluxo natural dos recursos, de onde se originam para onde são necessários, os demais integrantes do sistema são preteridos em suas demandas individuais ou mesmo coletivas.

Há uma peculiaridade com o modelo de parasitismo em tela. O bajulado pode ser hospedeiro de mais de um bajulador, mas diferentemente do que acontece nas relações ecológicas naturais, O bajulador pode infectar mais de um bajulado, aumentado a potencial disfunção sistêmica.

Gravitando sobre centros de poder, o "bajulus" camufla-se ao utilizar suas aguçadas habilidades sociais. Infecta seus hospedeiros e passa a drenar preciosos recursos da sociedade orgânica. Vivemos nos dias atuais uma verdadeira pandemia causada por esse germe social e o único anticorpo conhecido até o momento é a humildade. Humildade que vem do húmus, solo. Solo que nos traz sempre a lembrança de que pereceremos, porque é dele que viemos e é para ele que retornaremos.

Fabiano Ricardo de Oliveira Bellesia, analista de sistemas pela UFMS, mestre em Ciência da Computação e atualmente curso Direito, também na UFMS.

A diferença entre a vida e a morte na BR-163 em MS
Em casos de acidente com trauma, a diferença entre a vida e a morte pode estar na rapidez do atendimento às vítimas e na eficácia dos procedimentos d...
A carne que trabalha
A deflagração da chamada “Operação Carne Fraca”, no último fim de semana, tornou conhecidas do público em geral práticas mercadológicas adotadas pelo...
Gestão sustentável das águas: um desafio a ser conquistado!
Distante da atenção midiática, a urgência ambiental no cuidado com as águas passa quase despercebida. No dia 22 de março, quando comemoramos o Dia Mu...
Mensagem interessante
Nestes tempos em que somos bombardeados por notícias de mal-feitos por todo lado, diariamente, de todas as atividades, em que reputações são desmonta...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions