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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Março de 2017

05/04/2016 11:11

Brasil passado a limpo

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Para se começar a passar o Brasil a limpo, o primeiro passo é modificar o que ocorre nas prefeituras, que são a célula da sociedade. O que fizeram os atuais administradores? Muitas obras de pouca utilidade, caras, possivelmente superfaturadas. As cidades do país continuam mal administradas. Como escapar da má gestão e evitar o caos? Numa nação em que a população é tão carente, ficamos pasmos ao saber que houve desvio da verba até da merenda escolar. Os eleitores precisam abrir os olhos, pois as cidades estão afundando nas finanças, na educação, na qualidade de vida.

A crise não acaba com o Brasil, mas suas sequelas nos deixam sem rumo. Enfrentamos a crise da dívida externa por duas décadas com inflação destruidora. Câmbio valorizado. Indústria sem bases. População despreparada. O caos e a corrupção estão criando nova consciência. Aproveitemos isso. Passar o Brasil a limpo envolve as cidades, o esforço dos prefeitos que vão se eleger neste ano para combater o desequilíbrio financeiro e obras caras e inúteis.

Na economia necessitamos de uma equipe séria que coloque acima de tudo os interesses do país e sua população, coisa que a história ainda não conseguiu identificar. O ponto nevrálgico da moeda é outra questão difícil de ser compreendida. O Banco Central enxuga o mercado devido à política monetária, ou por que precisa de dinheiro para o custeio? No primeiro caso parece que estaria recebendo depósito de liquidez, no segundo, estaria contraindo dívida. É sabido que o dinheiro e o crédito vão se multiplicando e acabam fazendo estragos na economia. Para corrigir essa situação o BC retira dinheiro de circulação e remunera com juros, mas quem paga o pato é a população, pois os impostos arrecadados são canalizados para a conta dos juros em vez de benfeitorias. Faltam tantas coisas, que a ameaça do desemprego se afigura como um imprevidente disparate econômico e social.

No atual conflito político as alternativas deveriam ser melhor avaliadas. Precisamos da credibilidade para solucionar os problemas. O que fazer? Adotar o impeachment com o vice assumindo, ou considerar que tudo está errado, pois são todos da mesma panela e por isso temos de estabelecer nova eleição? Então, quem seriam os candidatos? Qual seria a duração do mandato? Como reduzir a interferência dos doadores na gestão, na governabilidade? Não podemos continuar nessa situação de instabilidade. Algo precisa ser feito para o bem do país e sua população.

Em vez de debates proveitosos, há uma troca de farpas jurídicas que desorientam a população enquanto o país vai estagnando. Não há análise, apenas argumentos de confronto entre as facções. O povo perde a esperança, não estabelece metas, vai sendo levado pela vida sem a visão de responsabilidade com o futuro. Não há a aglutinação da população e empresários em torno de metas de melhora das condições gerais de vida no país.

É fundamental educar e preparar as novas gerações para um viver construtivo e beneficiador. O meio hostil e competitivo em que vivemos, com pouca empatia e cordialidade, está cortando a conexão com a vida real, levando as novas gerações ao imediatismo da busca de fama e dinheiro. Competição e ódio separam os seres humanos. Para reduzir a desigualdade da participação na propriedade dos bens, a educação deveria formar seres humanos de qualidade que reconhecem a importância da lei do movimento, pois com qualidade humana, clareza no pensar, alvos elevados, haveria solidariedade e consideração.

Necessitamos de debates proveitosos, e eliminar a troca de chumbo e a política imediatista que só visa a permanência no poder. Necessitamos de política de governo com responsabilidade pelo futuro e para com as futuras gerações para que o Brasil recupere a condição de pátria livre e feliz.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo.

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