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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Março de 2017

01/12/2011 12:30

Cadê a maçã sobre a escrivaninha?

Por Maria Newnum*

Lendo as opiniões e os desabafos sobre o caso ocorrido no dia 22 de setembro, na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor da rede pública de São Caetano do Sul, encontrei um que certamente traduz a revolta que paira entre uma grande parcela de professores que se sentem absolutamente desamparados pelo Estado e pela sociedade.

“O governo dos infernos e a imprensa em geral chamam as professoras de educadoras, elas não são educadoras porcaria nenhuma, são professoras. Isto cria muita confusão, pois quem deve educar são os pais. Os pais deixam de educar e largam na mão das “educadoras”. As professoras mal conseguem educar os seus próprios filhos, vão educar 40 filhos dos outros? Depois reclamam que estão sendo chutadas e baleadas”.

Esse grito anônimo (professor/a?) manifesto na coluna da folha, deu-se num contexto em que outros anônimos chegaram a insinuar que a culpa deveria ser da professora, visto que a criança era exemplar, filho de pais exemplares, que a escola era modelo, etc… Esse desabafo, dosado de mágoa, choca e traz alguns alertas. O Primeiro deles, e já evidenciado pelas estatísticas é que, corremos o risco de um dia não termos quem deseje submeter-se a uma sala de aula, dado o peso da função, a falta de amparo moral e psicológico e a ausência de sentido para ensinar…

Só pensando no Paraná o que governo Estadual e a equipe de gestores estão fazendo para mudar esse quadro? Juntando salas até que elas fiquem abarrotadas?

Acho que essa gente não é daquele tempo que levávamos um galinho de flor do campo ou uma maçã para a professora ou professor preferido e ficávamos orgulhosos quando nosso presente ficava repousado sobre a escrivaninha. Que pena!

(*) Maria Newnum é pedagoga, mestre em teologia prática e articulista

Para ler mais - http://blogs.folhademaringa.com.br/marianewnum/

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