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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

18/06/2011 06:03

Contribuições da química ao desenvolvimento científico e econômico

Por Sílvio Vaz Jr (*)

No dia 18 de junho comemora-se o Dia do Químico. Esta data foi instituída a partir da Lei n0 2.800 de junho de 1956, também denominada como “Lei Mater dos Químicos”, que instituiu a profissão de químico no Brasil, juntamente com a criação do Conselho Federal de Química e dos conselhos regionais, órgãos estes responsáveis por regulamentar e fiscalizar as atividades da área química, abrangendo profissionais, empresas e instituições.

No Brasil, mesmo antes da criação oficial da profissão, grandes esforços já eram realizados no sentido de destacar a importância das ciências químicas e de demonstrar sua contribuição para a sociedade.

Neste sentido, cabe destacar: a criação da primeira Sociedade Brasileira de Química (Rio de Janeiro, 1922 – 1951), de caráter multidisciplinar e contanto com a mobilização de setores do ensino e da indústria, para a divulgação de trabalhos técnico-científicos nacionais e internacionais e para a implantação de cursos universitários de química; a criação da Associação Brasileira de Química (Rio de Janeiro, 1951 – atual), com a incorporação da primeira Sociedade Brasileira de Química e com uma atividade destacada na organização de eventos e na promoção da química acadêmica e industrial; a criação da segunda Sociedade Brasileira de Química São Paulo, 1977 – atual) para expandir e promover a química brasileira, com grandes esforços voltados para o lançamento de publicações científicas de impacto e indexadas nas fontes internacionais de citação e referência.

Houve personalidades de destaque que muito contribuíram para o estabelecimento das ciências químicas no Brasil, realizando, em muitas vezes, um árduo trabalho para mobilizar a sociedade brasileira e para desenvolver tecnologia nacional, apesar dos escassos recursos disponíveis na maioria dos casos.

Destas personalidades, vale recordar do professor José de Freitas Machado (1881 – 1951), da antiga escola Nacional de Química da UFRJ, e que lutou pela criação de cursos universitários regulares e formalização da profissão de químico. Dr. Fritz Feigl (1891 – 1971), químico alemão radicado no Brasil e que trabalhou no Laboratório de Produção Mineral no Rio de Janeiro, e que prestou grande contribuição à Química Analítica mundial por criar o conceito de análise microquímica e os “spot tests”.

O professor Heinrich Rheimboldt (1891 – 1955), químico alemão também radicado no Brasil, pioneiro no estabelecimento do curso de química na Universidade de São Paulo, e que contribuiu diretamente para a formação de químicos que se destacaram na academia, indústria e na pesquisa.

O ano de 2011 foi definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) como o Ano Internacional da Química, levando a uma grande movimentação mundial para promover as ciências químicas e para demonstrar sua importância para o desenvolvimento sustentável da sociedade, buscando romper o mito de que a química produz somente contaminação e poluição.

No contexto de atuação da Embrapa Agroenergia, as ciências químicas têm papel fundamental para a exploração do potencial da biomassa, por meio do desenvolvimento e aplicação de técnicas e métodos de análises químicas, rotas de síntese, novas moléculas, catalisadores, métodos de separação e de processos de produção.

Isto pode contemplar toda uma cadeia produtiva, indo da caracterização da matéria-prima até o aproveitamento de resíduos e coprodutos. Os conceitos de produtos e processos renováveis e sustentáveis, buscados pelas biorrefinarias e pela química verde, estimulam cada vez mais o desenvolvimento da química, porém, tendo em conta aspectos econômicos, ambientais e sociais.

Assim, é possível notar que a contribuição da química para a melhoria e bem estar da sociedade e do meio ambiente, quando aliada a outras áreas científicas e tecnológicas, é de grande relevância para o estabelecimento de uma economia global de menor impacto ao meio ambiente - a chamada “economia verde”.

(*) Sílvio Vaz Jr é químico e pesquisador da Embrapa Agroenergia.

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