A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

13/08/2013 08:44

De portas abertas

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

Atrair e reter profissionais qualificados são preocupações em pauta na maioria das grandes corporações, principalmente em tempos de escassez de mão de obra especializada. O estudo Talent Shortage Global Survey (Pesquisa Global de Falta de Talentos), que ouviu empregadores em 42 nações, indicou que 68% dos empresários brasileiros relataram dificuldades para preencher suas vagas.

O índice foi quase o dobro da média geral, de 35%, o que faz do Brasil o segundo colocado na lista divulgada pela pesquisa, atrás apenas do Japão. O estudo mostrou ainda que as principais deficiências estão nos setores técnicos, já que essa formação ainda está muito aquém da necessária.

A falta de profissionais das áreas de ciências exatas é histórica, mas o problema surge com mais ênfase após o período de crescimento econômico que o Brasil viveu nos últimos cinco anos. Estima-se, por exemplo, que faltam no mercado cerca de 150 mil engenheiros. Na área tecnológica, um déficit de 100 mil profissionais de tecnologia da informação (TI).

Para não pararem no tempo e continuarem competitivas em um mercado cada vez mais concorrido, as empresas devem criar condições para incentivar o crescimento dos profissionais, com plano de carreira e acesso às tecnologias mais modernas. Outra regra básica na luta contra a falta de mão de obra qualificada é o investimento na formação profissional do jovem.

E, nesse caso, nada melhor do que estabelecer programas de estágio eficientes que desenvolvam a capacidade do estudante, aproveitando os conhecimentos teóricos adquiridos na universidade para que ele aplique esse cabedal de informações na prática da profissão.

O estágio é a porta aberta para o mercado de trabalho, pois possibilita a primeira experiência profissional e o primeiro contato com a profissão desejada. Permite que o estudante conviva com trabalhadores mais experientes, enriquecendo sua trajetória profissional.

Os jovens podem, então, absorver a riqueza prática que os bancos escolares não trazem em suas disciplinas. O estágio é, portanto, um complemento valioso do diploma, que capacita o jovem para o mercado de trabalho. Em tempos de mão de obra escassa, é um belo remédio para o mundo corporativo, que pode investir na formação de seus próprios colaboradores.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente Executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

Como destravar o comércio exterior
Como parece que o presidente eleito Jair Bolsonaro desistiu de incorporar o MDIC (Ministério da Indústria, Comércio e Exterior e Serviços ao Ministér...
O bilinguismo no século XXI
Dominar uma segunda língua - no caso o inglês, atualmente utilizado entre falantes de outros idiomas para se comunicarem no mundo - traz amplos benef...
Melhorar o PIB e os empregos
Grande parte dos problemas do Brasil refere-se ao descontrole das contas internas e externas, da falta de dar atenção ao que é prioritário e aos horr...
Seguindo em frente
Em minhas andanças por esse mundo afora conheci Alberto Braga. Descendente de portugueses que tiveram o auge familiar durante o ciclo da borracha, ho...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions