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Política

Zé Teixeira propõe que agressores de mulheres arquem com gastos do SUS em MS

Deputado quer criar mecanismo para cobrar despesas médicas dos autores de violência doméstica

Por José Cândido | 14/07/2026 13:20
Zé Teixeira propõe que agressores de mulheres arquem com gastos do SUS em MS
Deputado estadual Zé Teixeira defende que agressores de mulheres sejam obrigados a ressarcir o Estado pelos custos do atendimento das vítimas no SUS, fortalecendo a rede de proteção e assistência em Mato Grosso do Sul. (Foto divulgação)

O deputado estadual Zé Teixeira (PL) apresentou nesta terça-feira (14) uma proposta para que autores de violência contra a mulher sejam obrigados a ressarcir o Estado pelos gastos com atendimento das vítimas na rede pública de saúde. A iniciativa prevê a criação de um mecanismo administrativo que permita ao Governo de Mato Grosso do Sul cobrar dos agressores todas as despesas decorrentes de resgates, internações, cirurgias e demais procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Deputado Zé Teixeira (PL) apresentou proposta para obrigar autores de violência contra mulheres a ressarcir o Estado pelos gastos com atendimento das vítimas no SUS. A iniciativa sugere decreto que envolva Polícia Civil, Secretaria de Saúde e Procuradoria-Geral para cobrar despesas com resgates, internações e cirurgias. Os valores arrecadados seriam destinados ao Fundo Estadual de Saúde e ao de Assistência Social.

Por meio de uma indicação encaminhada ao Governo do Estado, o parlamentar sugere a edição de um decreto regulamentando um fluxo de cobrança que envolva diferentes órgãos estaduais. A intenção é transformar uma obrigação prevista na legislação em um procedimento ágil e efetivo, responsabilizando financeiramente quem pratica a violência.

Pela proposta, o processo teria início com o registro da ocorrência na Polícia Civil. A Secretaria de Estado de Saúde ficaria responsável por apurar os custos do atendimento prestado à vítima, enquanto a Procuradoria-Geral do Estado promoveria a cobrança administrativa e, se necessário, a inscrição do débito na dívida ativa estadual.

Além de reforçar a responsabilização dos agressores, a medida pretende dar um destino social aos valores recuperados. O dinheiro arrecadado seria destinado ao Fundo Estadual de Saúde e ao Fundo Estadual de Assistência Social, ampliando os recursos para hospitais, serviços de acolhimento, casas de abrigo e atendimento psicológico às mulheres vítimas de violência e às famílias atingidas por casos de feminicídio.

Segundo Zé Teixeira, a proposta busca fazer com que a punição ultrapasse a esfera criminal e alcance também o patrimônio do agressor, reduzindo o impacto financeiro que hoje recai exclusivamente sobre o poder público e sobre a sociedade.

A iniciativa está alinhada à Lei Maria da Penha, que prevê o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde pelos custos do atendimento às vítimas, e acompanha o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa cobrança é compatível com a legislação brasileira.

Caso seja adotado pelo Governo do Estado, o modelo poderá fortalecer a rede estadual de enfrentamento à violência doméstica, ao mesmo tempo em que amplia a responsabilização dos autores e garante novos recursos para ações de prevenção, assistência e proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul.