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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

08/09/2016 12:59

Despertar

Por Heitor Freire (*)

Há quase quatro meses assistimos a intermináveis sessões do Senado Federal, com discursos de ambos os lados, de defesa e acusação da ex­ presidente Dilma Rousseff, questões de ordem de toda natureza, deixando a Nação paralisada acompanhando o circo que foi montado em Brasília.

A seguir, ou melhor, no meio de tudo isso assistimos maravilhados aos Jogos Olímpicos, uma realização maiúscula que empolgou toda a população brasileira, com a conquista, entre outras, da tão sonhada medalha de ouro olímpica pela nossa Seleção de futebol. Tivemos uma overdose de transmissões pela televisão.

De repente acabaram os Jogos Olímpicos e o julgamento chegou ao fim. O desfecho mostrou que os profissionais da política enrolaram os que já se sentiam vitoriosos e cantavam vitória antes do apito final. O “grand finale” deixou a torcida estupefata. E agora? Agora vamos para as eleições municipais em todo o Brasil.

Os malfeitos praticados pela maioria expressiva dos políticos de todos os partidos, a partir do governo de coalizão inventado por Lula, acabaram sendo desmascarados, mercê da Lava­ Jato e da coragem e conhecimento jurídico do juiz Sérgio Moro, revelando toda uma quadrilha que se uniu para roubar o país. Esses malfeitos acabaram criando um senso crítico nos eleitores que não havia até então.

Observo que muitos cidadãos que não se interessavam pela política, de repente se sentiram estimulados a se lançarem candidatos, correndo riscos para um desempenho eleitoral que vai peneirar a todos, nas urnas. Mas esse estímulo deve necessariamente passar pelo desencanto com a classe política, percebendo que a verdadeira política tem que ser feita de baixo para cima, com participação de todos, com associações de classe, trabalho comunitário, trabalho voluntário começando pela juventude.

Aí sim, cada cidadão vai poder exercer a política no sentido mais puro, que é trabalhar pelo bem comum. Político nenhum vai fazer isso. Eles chegam ao poder e se embriagam dele. É isso que precisa mudar. O desencanto nesse caso pode nos levar a querer eleger, mais uma vez, um salvador da pátria, e isso é muito grave. Já vivemos isso com Collor, o caçador de marajás, com Lula, o pai dos pobres, e por aí vai.

Queremos alguém de fora que resolva todos os problemas. Desse caos em que se transformou a política, chegamos ao fundo do poço. Do caos nasce a luz da esperança, que, acredito, pode provocar uma reação mais genuína com a prática da verdadeira política que é, como já disse acima, trabalhar pelo bem comum.

Temos que estar atentos para não sermos classificados como analfabetos políticos, como Bertold Brecht bem conceituou: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Assim, vamos mudar esse estado de coisas, vamos fazer brilhar a luz da esperança. Temos em nossas mãos uma oportunidade de ouro. Vamos aproveitá­la e promover um novo despertar.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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