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Dicotomia não

Por Por Ari Sandim (*) | 05/04/2016 08:02

A sociedade brasileira passa por um momento político/ético turbulento refletido também pela crise econômica por que passamos, onde a construção do “discurso” eu contra eles tem causado uma intolerância comportamental e didática nefasta ao salutar debate de ideias divergentes que pauta os regimes democráticos.

Essa dicotomia tem criado “agentes zumbis” defensores intransigentes de discursos que mais parecem “fanáticos” portadores de miopia que nada contribui para o enriquecimento da busca das soluções dos problemas enfrentado pelo país, pelo contrário, exacerba o sentimento não salutar de uma sociedade fraterna que é o coração do mundo.

Por isso, é chegado o momento de todos agentes políticos ou formadores de opinião refletirem na sociedade que queremos: ou mantemos tudo que aí está ou optamos por uma sociedade onde os poderes funcionem harmonicamente em favor do país e não ao grupo político lotado no poder central.

Entendo ser inevitável as mudanças em curso para o aprimoramento das instituições e seus agentes públicos/privados, pois a evolução da sociedade é uma constante, muitas das vezes adversa aos interesses de uma parte conservadora dessa sociedade ávida por transformação.

Sejamos partícipes da construção de uma nova nação, ampla e plural, onde prevaleça os interesses maiores e republicanos de uma sociedade que busque o bem comum de seu povo. Não podemos permitir que uma corruptela de pensamentos nos divida no eu contra eles e em uma dicotomia pior: o bem contra o mal.

Somos mais que um ou outro. Somos seres humanos plurais e precisamos protagonizar as mudanças que almejamos.

(*) Ari Sandim é administrador de Empresa e consultor político