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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

08/09/2014 11:07

Futuro e presente

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

Sete de setembro é, sem dúvida, uma das datas comemorativas mais importantes da nação. Foi neste dia que, em 1822, D. Pedro I, após longa viagem a cavalo entre Santos e São Paulo – que naquela época não oferecia as facilidades das Rodovias Anchieta e Imigrantes – empunhou sua espada, nas margens do Ipiranga, para libertar a colônia portuguesa, com a famosa frase, reverberada aos quatro cantos: “independência ou morte”.

Em ano de Copa do Mundo, alguns símbolos nacionais voltaram à moda. O canto emotivo do Hino Nacional antes dos jogos da seleção demonstrou o patriotismo incubado do povo brasileiro. Da mesma forma, as cores da bandeira decoraram o país, do Oiapoque ao Chuí, em um sentimento que costuma ressurgir de quatro em quatro anos.
É preciso, no entanto, que demonstrações cívicas não estejam presentes apenas nos anos de disputa futebolística, mas todos os dias, em gestos de gentileza, na consciência de não sujar as ruas, na responsabilidade com o dinheiro público, no anseio de servir o próximo. São as pequenas coisas que transformam nações e fazem as pessoas exercerem a plena cidadania.

Ano eleitoral, no qual todos têm o direito de escolher seus representantes, tanto no congresso nacional e nas assembleias estaduais como nos governos estaduais e federal, é sempre uma oportunidade ímpar para que os jovens aprendam a importância do civismo embutido no poder do voto. Conhecer os candidatos, a história, as principais ideias e os programas partidários ajudam na hora de decidir pelo voto consciente. Não gostar de política é dar a chance de ser governado por aqueles que gostam – e nem sempre são os melhores.

Os estrangeiros que vieram acompanhar a Copa do Mundo ficaram extasiados com a recepção, com o calor humano dos brasileiros e com nossas belezas naturais. Mas para que a nação cresça e se desenvolva, com a diminuição das mazelas sociais que ainda afetam grande parte da população, é necessário apostar na educação da juventude, um papel que o CIEE realiza há 50 anos, contribuindo para a inserção de mais de 13 milhões de jovens encaminhados para o mercado de trabalho. Jovens bem formados e capacitados são a garantia para um futuro promissor, mas que também podem ajudar muito no presente.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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