A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

20/01/2016 07:20

Gorou o paraíso vislumbrado pelo PT?

Por Júlio César Cardoso (*)

O paraíso vislumbrado pelo PT, por que acabou tão cedo? A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), por exemplo, autêntica soldadinha amestrada do PT, discorda e alardeia que o país não atravessa crise alguma, pois os setores de estética e beleza, como também os de diversão continuam bombando com altos faturamentos.

Mas vamos falar sério! Vejam o que escreveu o jornalista J.R. Guzzo:

- Onde foi parar neste começo de 2016 o "carrinho novo", que, segundo o ex-presidente Lula, o operário brasileiro finalmente teve dinheiro e crédito para comprar, por conta da virtude de seu governo? Onde andariam todos os trabalhadores humildes que deixaram "a elite inconformada" por começarem a viajar de avião, pela primeira vez na história deste país?

Onde poderia estar circulando neste momento o "Trem-Bala" que, segundo Lula garantiu mais de uma vez, seria inaugurado dali a pouquinho e calaria a boca dos que "torcem contra" o governo? Alguém já conseguiu tirar uma caneca de água da transposição do Rio São Francisco? O que aconteceu com a conta de luz barata e com a lição de economia que a presidente Dilma Rousseff deu ao planeta em 2013?

O Brasil, assegurou ela, acabava de provar que era possível, sim, crescer, distribuir renda, baratear a vida para os pobres e ter finanças sadias, tudo ao mesmo tempo "em meio a um mundo cheio de dificuldades". Não só isso. Seu governo acabava de colocar o Brasil numa "situação privilegiada" perante a comunidade das nações, com energia cada vez melhor e barata, mais que suficiente para o presente e o futuro." Os "pessimistas" tinham sido derrotados, informou Dilma.

- E os juros? Na mesma ocasião, a presidente comunicou que "os juros estão caindo como nunca" - e hoje? Outra coisa: sabe-se da existência de algum posto onde seria possível comprar gasolina barata, feito de que o governo tanto se orgulhava até o encerramento da eleição presidencial de 2014? O Brasil entrou, afinal, na Opep, como Lula previa diante da nossa transformação em potência na produção de petróleo? Aliás, por falar nisso, quando foi a última festa para comemorar mais uma descoberta do "pré-sal", com Lula e Dilma fazendo aquelas marcas pretas de óleo nos uniformes cor de laranja com que eram fantasiados?

- Procuram-se notícias, também, do real forte - tão forte que iria dispensar o dólar nas transações internacionais do Brasil, pelas altas análises do Itamaraty. Seria interessante saber onde foi parar o investment grade que as grandes agências mundiais de avaliação de risco deram ao Brasil pouco tempo atrás - prova definitiva, segundo o governo, de que o mundo capitalista enfim se curvava diante da gestão econômica de Lula, Dilma, PT e de suas "políticas sociais".

O mesmo se pode perguntar em relação ao "gostinho" declarado pelo ex-presidente em ver o Primeiro Mundo em "crise" e o Brasil correndo para o abraço. Onde está "o pleno emprego"? Onde está a "Pátria Educadora"? Onde está o maior programa de distribuição de renda já visto na história da humanidade?

- Nada disso se encontra disponível no presente momento. Carrinho novo? A indústria automobilística acaba de ter, em 2015, o pior desempenho em quase trinta anos - isso mesmo, desde 1987, nas remotas profundezas do governo José Sarney.

As companhias de aviação estão de joelhos; se estão perdendo até os passageiros ricos, imaginem-se os pobres. A energia barata virou uma piada: as contas de luz subiram 50% em 2015, e vão subir de novo este ano. Os juros andam perto de 15% - um paraíso mundial para os "rentistas", com os quais a esquerda brasileira tanto se horroriza nos discursos e a quem tanto favorece na vida real.

No assunto petróleo, o que se tem, acima de tudo, é uma Petrobras que o governo quebrou, por ladroagem e incompetência, e hoje não te dinheiro para investir nada; na verdade, ela jamais deveu tanto. O real perdeu 50% do seu valor no ano passado, e voltou, após mais de vinte anos, à sua condição de moeda bananeira.

- O governo presidiu uma recessão de 3,5% em 2015 – isso em cima de crescimento zero em 2014 – e prepara-se para socar na economia outro recuo neste ano, de 2,5% ou mais. Há 10 milhões de desempregados, neste país, no corrente mês de janeiro. O último IDH, uma das medidas mundiais mais respeitadas para avaliar o bem-estar dos países, deixou o Brasil em 75º lugar – e quem pode achar que está bem, em qualquer coisa, se fica em 75º lugar? O investment grade sumiu: como o Senhor na Bíblia, a Moody´s, a S&P e a Fitch dão, a Moody´s, a S&P e a Fitch tiram.

- Este é o país que resultou, na prática, dos treze anos de Lula, Dilma e PT.

(*) Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado. 

Compliance: benefícios práticos nas empresas
Um dos principais patrimônios de uma organização é, sem dúvidas, sua reputação, que pode ter impacto tanto positivo como negativo nos negócios. Indep...
Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
Sem comunicação não há evolução
Os líderes do agronegócio hoje concordam que precisamos dialogar muito mais com a sociedade urbana, pois sem isso não teremos aderência nas necessida...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions