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Campo Grande, Terça-feira, 28 de Março de 2017

18/10/2011 12:30

Lições do caso Rafinha Bastos

Por Marcos Morita*

O caso ocorrido com o humorista Rafinha Bastos, apresentador do programa CQC, na Rede Bandeirantes, provocou um tremendo mal estar na direção da emissora. Tamanha saia justa causou a demissão do funcionário, o qual popular no Twitter e em outras redes sociais, tem postado comentários nada lisonjeiros. Conforme notícias publicadas na mídia, seu perfil ácido já vinha incomodando seus colegas de bancada, assim como altos executivos da empresa.

Apesar da menor repercussão, já ouvi diversos casos de funcionários que perderam seus empregos, foram preteridos a promoções, queimaram sua imagem, ficaram estigmatizados ou criaram um perfil não condizente com o cargo que ocupam. Em geral não tão famosos, muitas vezes não tem tempo ou chance de explicarem as causas de seus comentários infelizes. Creio que consiga classificá-los conforme seu momento de carreira.

Os inexperientes: estagiários e principalmente trainees confundem processos seletivos rigorosos com o dia-a-dia da empresa. Exigidos ao máximo durante a contratação, costumam chegar de salto alto aos departamentos. Comentários sobre viagens de intercâmbio, diplomas de universidades de primeira linha e domínios de vários idiomas devem ser comentados somente quando solicitados.

Os recém-chegados: comum em funcionários que passaram longos períodos em outras instituições, os quais têm sempre na ponta da língua a ladainha: “na empresa em que eu trabalhava fazíamos assim ou assado”. Interessante nas primeiras vezes ou quando bem aplicados, tornam-se motivo de chacota entre seus pares. A pergunta que paira no ar: - se era tão bom por lá, porque decidiu sair?

Os muito experientes: este perfil é ainda comum em empresas mais conservadoras. Apesar de contrabalancearem uma reunião ou projeto, podem se tornar uma pedra no caminho, colocando obstáculos às novas ideias através de comentários como: “já fizemos algo parecido na gestão passada ou acredito que não vai dar certo”. Se este for seu perfil, não se surpreenda se não for convidado para reuniões importantes.

Os high performers: constituído pelos funcionários mais bem avaliados em suas funções, seja por mérito, relacionamento ou ambos. Sua autoconfiança extrapola os limites de sua estação de trabalho, atingindo subordinados, pares e muitas vezes clientes e fornecedores. Vale salientar que em épocas de mercado aquecido, fusões e aquisições, seu desempenho pode ser posto à prova, questionado, ou até mesmo colocado a escanteio.

Os fofoqueiros: sua baia costuma ser ponto de encontro, além de ir com frequência acima do habitual ao café da empresa. Utiliza seu relacionamento para realizar seu trabalho ou ajudar os mais próximos. Não obstante uma ferramenta poderosa quando bem utilizada, vale o ditado: “o peixe morre pela boca”.

Em suma, em épocas de longas jornadas, creio que ninguém conseguiria falar somente o estritamente necessário, evitando comentários com duplo sentido ou alguma conotação negativa. O problema começa a ficar mais grave quando você é associado a algum dos perfis acima, potencializando os comentários proferidos. Apesar de não serem divulgados em rede nacional, podem ficar gravados no subconsciente de subordinados, colegas e superiores, comprometendo sua imagem, carreira e lugar de destaque no lado esquerdo do chefe.

(*) Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.

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só mandaram ele embora porque o comentário envolve gente famosa.o que ele fez não é certo mas já vi coisa igual ou pior nesses programas humorísticos e nada foi feito.
 
robson barbosa de oliveira em 19/10/2011 06:01:04
Acho que fizeram tempestade em copo d'água nesse caso, não é pra tudo isso, foi só uma brincadeira, daqui a pouco não vai se poder falar mais nada.
 
Alberto Roberto em 18/10/2011 11:32:44
Como vi no Face estes dias: Brasil, um país onde politico é levado na brincadeira e humorista é levado a sério.
 
José Fábio de Castro Santos em 18/10/2011 03:57:37
entendo que não podemos ofender ninguem, o que ele fez foi de uma grosseria e de mal gosto. agora a emissora preferiu demiti-lo, é uma questão de manter uma imagem sadia da mesma, isto serviu para que outros não repitam a ¨brincadeira de mau gosto¨. e ele deveria vir a público e se desculpar já que o mesmo falou em público.
 
ANTONIO ALENCAR em 18/10/2011 02:37:03
BOA TARDE ACHO Q O SR ESTA EQUIVOCADO...ELE NÃO FOI MANDADO EMBORA...E SIM PEDIU A DEMISSÃO TEMOS COISA IMPORTANTE PRA SE PREOCUPARMOS..TANTA GENTE FAZ E FALA COISAS PIORES E COMO DIZEM ``NINGUEM DA AS HORAS`` , TDO BEM Q ELE NÃO FOI I NFELIZ EM SEU COMENTARIO..MAS E, DAI? TEMOS COISA MUITO MAIS IMPORTANTE PRA FAZER....
 
ADRIANA MEDINA em 18/10/2011 02:12:00
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