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Campo Grande, Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

24/02/2014 14:38

No país da piada pronta

Por Valfrido M. Chaves (*)

A nação do campo brasileiro parece ser mesmo uma grande piada, graças à tolerância da classe produtora rural diante dos fatores, ações, práticas do Estado brasileiro e setores ideológicos que expõe o produtor de alimento ao mais absoluto ridículo. Deve ser só porque produzimos 41% das exportações, fora para o mercado interno, além de que quase dobramos a produção com reduzida expansão das áreas em produção.

A piada ganha corpo quando a Presidenta vai a Cuba lançando um porto que recebeu 1,6 bilhão de recursos brasileiros, enquanto nossos portos receberam 470,7 milhões para aplicação em melhorias. Irmãos de fé fazem isso mesmo, ainda que seja fé demais no regime cubano, convenhamos. Gozo ideológico para uns, tragédia humana para outros que vêem sua produção encarecer ou apodrecer nas estradas e portos. Piada prá ninguém botar defeito, é a Nação que se pretende viver um Estado Democrático e de Direito, vendo invasões indígenas incentivadas e protegidas por setores do Estado. Algumas perduram por dez anos em Iguatemi e 16 anos, como em Antonio João, para exclusiva satisfação ideológica dos que acreditam que “o conflito é o motor da história” e que o ódio entre brasileiros é coisa santa, que merece ser estimulada, pois, pois. Uma graça, as organizações sociais lotarem ônibus para irem até as invasões expressarem apoio às mesmas e o MPF assistir, impávido, o resultado da tese por ele lançada, de que “retomada não é invasão”.

Muito engraçado, ainda, a dona Dilma inaugurando a colheita de grãos em MT, pilotando uma moderna colhetadeira, faceira que só. Podia vir ver a casa queimada do Bacha e da Juce, graças ao incentivo e tolerância de agentes do Estado, adeptos e promotores do ódio entre brasileiros. Mais engraçado ainda, o preço que seu governo esboça pagar aos produtores expulsos de suas posses que o Estado, a Republica e o Império autorizaram a comprar, até a mais de século. Acharia graça de mais uma piada pronta, a miserabilidade a que a Funai reduziu as comunidades indígenas, graças à sua filosofia indigenista? Riria das mentiras contadas mundo a fora, sobre a mortandade entre os índios, e que são veiculadas como resultado de conflitos com fazendeiros?

Nesse pais da piada pronta, até quando quem paga a conta terá também de ser o palhaço? De que será que dona Dilma anda rindo tanto? Será verdade que quem siri por último, siri maior? Tomara, Deus é pai!

(*) Valfrido M. Chaves, psicanalista e produtor rural

 

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