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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Março de 2017

23/03/2014 14:30

Prevenção e tratamento para as úlceras venosas

Por Antonio Rangel (*)

As úlceras venosas, também chamadas de varicosas, correspondem a cerca de 80% das feridas que acometem pernas e pés. É causada pela má circulação sanguínea, consequência, na maioria dos casos, de fatores genéticos. Mulheres, sedentários ou pessoas que costumam ficar muito tempo em pé têm mais probabilidade de desencadear o problema precocemente.

Em razão de uma dificuldade do retorno do fluxo sanguíneo dos membros inferiores para o coração acontece a estagnação do sangue nas pernas, ocasionando varizes e inchaço, o que prejudica a oxigenação dos tecidos. Nessa situação, o local fica mais suscetível e até mesmo um leve traumatismo pode resultar em uma ferida, que pode evoluir para uma condição crônica conhecida como úlcera.

A dor é um sintoma comum e pode ser de intensidade variável e não é influenciada pelo tamanho da lesão. A pessoa costuma sentir mais desconforto se estiver em posição habitual e a elevação das pernas pode ajudar a diminuir o incômodo. É muito importante ficar atento ao aumento da dor, pois pode indicar infecção.

Em geral, a úlcera venosa é uma ferida que apresenta forma irregular, superficial no início, mas podendo se tornar profunda. Tem bordas irregulares e com a presença de exsudato (líquido das feridas) amarelado.

Úlceras venosas são feridas de difícil tratamento, podendo demorar meses e até anos para cicatrizar, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. Outra característica das úlceras venosas é que são feridas que demoram bastante para cicatrizar, por isso comprometem a qualidade de vida. A boa notícia é que hoje, com a evolução dos tratamentos e curativos, existem no mercado produtos que ajudam a acelerar o processo de cicatrização, diminuindo os incômodos.

Para obter essa cura mais rapidamente, o curativo precisa manter a lesão úmida, garantir as trocas gasosas, permitir a drenagem das secreções, não causar alergia e nem deixar resíduos. Isso tudo, além de acelerar a cicatrização, também contribui para a diminuição da dor e do desconforto no local.

(*) Antonio Rangel é enfermeiro estomaterapeuta (especializado em feridas) da Membracel

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