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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

09/08/2015 11:33

Segunda renda: confeitaria é grande aposta para superar a crise

Por Filomena Benfatti (*)

Os sinais da recessão da economia brasileira estão cada vez mais evidentes. Medidas agressivas do governo somadas ao aumento da inflação e das demissões compõem uma nuvem de pessimismo no país. Para sobreviver a esse cenário, o jeitinho brasileiro entra em cena na busca por caminhos alternativos, e a confeitaria tem sido uma grande aliada para muitas pessoas que buscam complementar a renda.

Segundo dados divulgados pelo IBGE, o índice de desemprego nos três primeiros meses do ano atingiu a taxa de 7,9%, resultando no maior valor do período desde o início da pesquisa em 2012. Além disso, só no mês passado o medo de perder o emprego aumentou 5,4%, atingindo o maior nível desde setembro de 1999. Na comparação com junho do ano passado, o indicador registrou uma alta de 36,8%. Porém, em meio a este turbilhão de notícias ruins, o segmento de alimentação tem se mantido firme, forte e com perspectiva de crescimento.

Contra fatos não há argumentos, só no ano passado, as empresas do setor movimentaram R$ 82.5 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), e em dez anos, de 1999 a 2009, a alimentação fora do lar apresentou um crescimento de 225%. Já no quesito confeitaria, o Brasil é o sétimo colocado no ranking global de comercialização de bolos, apresentando um índice de participação nos lares dos brasileiros de 50,7% (Abimapi).

A possibilidade de ter um renda extra aproveitando a cozinha de casa tem atraído a atenção e o empenho de empreendedores. A soma de uma receita saborosa, com ingredientes de primeira qualidade e um pouco de amor no preparo garantem a fidelização do público e estabilidade na renda mensal.

Na Blend temos mais de um exemplo inspirador. Uma de nossas clientes, Syuzan Favaro Ribeiro, psicóloga que atendia e clinicava em consultório próprio, há um tempo começou a fazer bolos e doces para complementar sua renda, se apaixonou tanto pelo trabalho que abandonou a psicologia para se dedicar apenas a confeitaria. Hoje, ela ganha o dobro do que ganhava como terapeuta. Se especializou em casamento e se sente plenamente realizada por trabalhar com algo que realmente ama. É uma história linda!

Mais do que um tendência para fugir da crise, a confeitaria tem se tornado para muitas pessoas uma grande paixão. Então, porque não arriscar? Na pior das hipóteses você irá aprender a fazer novas delícias na cozinha!

(*) Filomena Benfatti é formada em engenharia de alimentos e vice-presidente de inovação da Blend Coberturas.

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