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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

31/08/2018 13:52

Ser feliz

Por Wilson Aquino (*)

Recentemente ouvi o desabafo de uma amiga de que só passaria a ser feliz depois que deixasse a casa de seus pais; outra, de que isso só aconteceria depois que se casasse e formasse sua própria família. De outro ouvi que sua vida estava tão atribulada, tão difícil e com tantos problemas e que só seria feliz depois que resolvesse boa parte deles e principalmente as contas, quando as deixasse em dia, mantendo-as “finalmente” sob controle. Infelizmente nenhum desses é o caminho para a verdadeira, plena e duradoura felicidade na vida.

Qualquer conquista dessa natureza proporciona apenas um bem-estar temporário, passageiro, que nem de longe se identifica com a tão almejada felicidade.

Se algumas dessas fossem a “receita”, não teríamos tantos problemas como temos hoje, mesmo nas famílias abastadas que, aparentemente, teriam “tudo” de que necessitariam para ter uma vida de alegria, de felicidade. Não é verdade. Muitos se iludem com isso e quando alcançam essas falsas condições, se frustram, pois encontram vazios, e as consequências podem ser as mais desastrosas, que levam o indivíduo à dependência de medicamentos, bebidas, drogas e tantas outras mazelas.

A felicidade não está na conquista de nenhum bem material, status social ou coisa parecida.

A felicidade fica a um passo de todo indivíduo que encontra respostas para as perguntas que a humanidade sempre buscou:

Quem sou eu?

De onde vim?

Para onde vou?

O homem é teimoso e mesmo depois de apanhar tanto ainda insiste com teorias absurdas como da evolução... origem dos macacos... e o pior: acreditam que tudo, absolutamente tudo termina aqui, nesta vida. Que tudo termina com a morte do indivíduo.

Não é à toa que o homem é infeliz pois alicerça sua vida numa teoria dessa, sem esperança de um futuro, da eternidade.

Não tem mais como fugir. O homem precisa acreditar que Deus existe e que Ele sim é o Senhor de todas as coisas. Criador dos céus e da Terra e que somos seus filhos especiais; que Ele conhece a cada um de nós e que nos ama individualmente; que vivíamos com Ele no mundo espiritual e que viemos para este plano, ganhando um corpo e mente para que pudéssemos nos esforçar para encontrarmos o caminho de volta, levando uma vida digna com amor e respeito ao próximo e, acima de tudo, reconhecendo o poder e autoridade de Deus sobre todos nós.

Todo e qualquer indivíduo que encontra esse caminho (Deus), que ganha um testemunho dessas verdades, aí sim encontra a verdadeira e tão procurada felicidade. Não existe outra forma. Somente por intermédio da fé em Deus, de que somos seus filhos amados e de que devemos fazer o bem e nos espelharmos na vida de Jesus Cristo, seremos felizes e fortes suficientes para suportarmos absolutamente todo e qualquer adversidade que a vida nos trouxer para nos testar e nos fortalecer na nossa fé.

Não existe outra forma. A verdadeira felicidade, que nos agiganta diante dos problemas e que nos dá força para continuar, seguindo sempre em frente, vencendo todo e qualquer obstáculo que surgir, está em Deus. Com Ele em nossa mente e coração, os grandes problemas tornam-se pequeninos. Veja o exemplo de Davi.

Passa da hora de tratarmos os assuntos de Deus em qualquer hora e lugar. A própria ciência já cede e reconhece quase que diretamente a existência de Deus. Esse ser que passa a ser aclamado também nas empresas, no mundo dos negócios e na administração pública.

Por que protelar tanto? Porque o indivíduo que sofre tanto, às vezes a vida inteira, insiste em não admitir a existência de Deus, mesmo diante de inúmeros convites para fazê-lo? Se fizesse isso, seu fardo seria aliviado e viveria muito melhor, mais alegre, enxergaria mais beleza e cor à sua volta e ouviria angelicais cantos da natureza, dos pássaros, a beleza da vida.

Mas o ser humano é teimoso! Turrão! Até quando vai continuar sofrendo, se recusando a reconhecer a existência de Deus e pedir-Lhe ajuda que todos nós tanto precisamos?

A verdadeira e plena felicidade, portanto, está no reconhecimento de que Deus existe, que nos ama e que devemos também amá-lo, honrá-lo e segui-lo.

(*)Wilson Aquino é jornalista e professor

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