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03/12/2013 10:11

Uma retrospectiva aos sessenta

Por João Bosco Leal (*)

Com bastante frequência, tenho pensado em tudo o que já vivi e no que ainda posso viver. Vejo que em todos os setores cometi erros e acertos, tropecei, cai e recomecei.

Creio que muitas coisas poderiam ter sido realizadas de outra forma, mas não me arrependo de nenhuma das coisas que e como as fiz, pois se assim não tivesse ocorrido, hoje seria outro, e gosto de quem sou.

Na educação dos filhos certamente fui mais enérgico do que precisaria, mas o resultado foi excelente e, portanto, desse aspecto só me orgulho. Fazendo uma comparação entre como poderia ter tido maior participação e presença em suas vidas, com a ausência ou pouca companhia que lhes fiz - enquanto buscava angariar recursos para proporcionar-lhes um futuro mais seguro -, percebo que esta é uma das coisas que poderia ter sido diferente, mais equilibrada, mas sem essa ausência eles também não seriam o que hoje são.

Conheci milhares de pessoas, mas por falta de novas oportunidades - ou de afinidade -, centenas ficaram somente na apresentação. Outras, com as quais simpatizei, foram reencontradas e de muitas me tornei conhecido, com várias me decepcionei e, de raras, me tornei amigo.

Vi coisas boas e outras nem tanto. Gostaria de rever algumas, outras de nem ter visto, mas as melhores imagens e lugares dos quais trago as mais belas lembranças, sempre tiveram relação com a natureza, com o que o homem nunca produziu ou ainda sequer tocou.

Apesar de hoje saber que o silêncio jamais comete erros, falei coisas que não devia e, apesar de frequentemente tentar me corrigir, sei que este é um defeito que ainda possuo. Ouvi o que não queria e o que não gostaria de ter ouvido. Palavras agressivas ou sem fundamento foram trocadas milhares de vezes.

Gostei de muitas mulheres, me apaixonei por várias, mas amei raras. Senti paixões por quem não devia, amei quem não me correspondeu, e fui amado sem corresponder, mas todas as mulheres, sem exceção, me proporcionaram momentos de felicidade e delas hoje só guardo boas ou maravilhosas lembranças.

Todos gostariam de ter o controle do tempo e do próprio destino, mas a única coisa que se pode afirmar é que depois da noite um novo dia virá e é maravilhoso saber que, se receber a benção de alcança-lo, nele poderei viver momentos diferentes, ter outros desejos, outras opções e conhecer novas pessoas.

A felicidade não tem data marcada e as surpresas recebidas da vida são imprevisíveis e, portanto, é possível que amanhã conheçamos a pessoa que sempre buscamos, e que nos tornará felizes pelo resto de nossos dias.

No passado dei e certamente recebi muitos beijos e abraços sem nenhum sentimento, iludi e fui iludido com falsas promessas, mas agora, maduro, posso dar muito mais que beleza e juventude.

Posso rir e conversar mais, me preocupar menos e agradar sem cobrar, pois sei quem, o que e como conquistei.

A experiência adquirida nos anos vividos transforma os maduros - homens e mulheres -, em grandes amantes, pois aprenderam que o amor é um conjunto de segurança, amizade, carinho e prazer. E amam com mais calma e delicadeza, mas com o mesmo ardor e desejo dos jovens.

A maturidade nos torna mais leve e com vontade de recomeçar a cada instante.

(*) João Bosco Leal, jornalista e empresário

www.joaoboscoleal.com.br

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Lindo e sábio comentário MAURO PAVAN!
 
marcia maria em 03/12/2013 14:10:55
Parabéns pelo artigo.
Com certeza comtemplou a vivência dos cinquentões como eu e sessentões como você...
 
Jó Ramalho em 03/12/2013 11:16:19
Caro amigo João,
Cuide-se de não ser atropelado por uma mulher louca, pois esta é alvoroçadora , contenciosa,e não sabe coisa alguma . Eis que a vida continua.... . Aprendi com meus 55 que: A benção do Senhor é que enriquece: e não acrescenta dores. Lâmpada para meus pés e luz para o meu caminho, é a palavra do Senhor.
Abração daquele que te estima.
 
mauro pavan em 03/12/2013 11:06:50
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