A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020

17/01/2020 20:12

Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

Supermercados e estabelecimentos que vendiam a marca em MS já haviam retirado os produtos do mercado

Marcelo Brandão, da Agência Brasil B
Alguns dos rótulos produzidos pela marca. (Arquivo)Alguns dos rótulos produzidos pela marca. (Arquivo)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada hoje (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.

A rastreabilidade da Cervejaria Backer auditada pelo Ministério da Agricultura apontou que os lotes contaminados da cerveja não vieram para o Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, supermercados e estabelecimentos que vendiam a marca já retiraram os produtos do mercado.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.

Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.

Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.

O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.

O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.

Campo Grande News - Lista Vip WhatsApp
Belo Horizonte investe no “tour cervejeiro”
Com 41 cervejarias artesanais instaladas no estado e pelo menos mais 30 marcas sem fábrica própria, Minas tem muito mais do que bares e se destaca na...
Mega-Sena acumulada sorteia hoje prêmio de R$ 200 milhões
A Mega-Sena acumulou mais uma vez e agora pode pagar prêmio estimado em R$ 200 milhões. O sorteio das dezenas do concurso 2.237 será realizado nesta ...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions