Armazéns que recebem importados têm alto índice de risco sanitário
Relatório da Anvisa aponta falhas em controle de qualidade e armazenamento no país
A maioria dos armazéns alfandegados do Brasil ainda apresenta alto risco sanitário, segundo relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O levantamento indica que 70% dessas estruturas estão classificadas na categoria de maior risco (C), o que inclui falhas em controle de qualidade e armazenamento de produtos importados.
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Relatório da Anvisa aponta que 70% dos armazéns alfandegados do Brasil estão na categoria de maior risco sanitário, com falhas em controle de qualidade, temperatura e armazenamento de produtos importados. Dos 119 recintos autorizados, 60 foram inspecionados no último ano. A agência registrou avanços na fiscalização e planeja 60 novas inspeções em 2026, priorizando locais com maior risco.
Os armazéns alfandegados são pontos onde mercadorias vindas do exterior ficam armazenadas sob fiscalização sanitária antes de serem liberadas para o mercado. Entre os produtos estão medicamentos, alimentos e insumos industriais, todos sujeitos a regras de vigilância sanitária.
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Documento mostra que o país possui 119 recintos com autorização de funcionamento, dos quais 60 foram inspecionados no último ano. Mesmo com o cenário ainda considerado crítico, a Anvisa aponta redução de irregularidades em relação a 2024, indicando avanço gradual na fiscalização.
As principais falhas identificadas envolvem problemas em sistemas de gestão da qualidade, controle de temperatura e umidade em áreas de armazenamento, além de falhas em validação de equipamentos e na correção de desvios operacionais. Segundo o documento, essas fragilidades podem comprometer a integridade de produtos sensíveis, especialmente aqueles que dependem de conservação térmica rigorosa.
Embora o relatório seja nacional, o tema tem reflexos indiretos em Mato Grosso do Sul por causa da posição estratégica do Estado em rotas de entrada de mercadorias que passam pela fronteira com Paraguai e Bolívia. Produtos importados que entram no país podem circular por centros logísticos e armazéns até chegar ao consumidor final, o que torna o controle sanitário em toda a cadeia um ponto sensível.
A Anvisa destaca ainda avanços na estrutura de fiscalização, como a centralização das inspeções, a capacitação de 52 profissionais e a implantação de sistemas digitais para registro das ações. Também foram criados painéis públicos para consulta de dados, com o objetivo de aumentar a transparência do processo regulatório.
A expectativa da agência é realizar cerca de 60 novas inspeções em 2026, priorizando os estabelecimentos com maior nível de risco sanitário. O modelo de fiscalização segue critérios baseados em risco, o que define a intensidade das inspeções conforme a gravidade e o histórico de cada recinto.
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