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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

14/01/2020 12:13

Balanço da Segurança em 2019 mostra 51 vidas "salvas" e 2 prisões por hora

“O desejo de 2020 é trabalhar para conquistar os resultados de 2019”, afirma o titular da Sejusp

Aline dos Santos
Cúpula da segurança pública divulgou estatísticas de crimes no ano passado. (Foto: Henrique Kawaminami)Cúpula da segurança pública divulgou estatísticas de crimes no ano passado. (Foto: Henrique Kawaminami)

O ano de 2019 chegou ao fim com status de “promissor” para a Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, que reuniu sua cúpula nesta terça-feira (dia 14) para divulgar estatísticas que mostram 51 “vidas salvas” no comparativo com 2018 e a média de duas prisões por hora. No ano passado, foram 400 homicídios dolosos, enquanto 2018 contabilizou 451 assassinatos. A redução foi de 11,3%.

“O ano de 2019 foi promissor. Começamos a colher os investimentos do programa MS Mais Seguro e temos boas perspectivas de recursos. O nosso desafio vai ser manter [os números de 2019]. Mais difícil do que conquistar, é manter. O desejo de 2020 é trabalhar para conquistar os resultados de 2019”, afirma o titular da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Antonio Carlos Videira.

Com o resultado do ano passado, a taxa de homicídio no Estado caiu de 16,4 a cada cem mil habitantes para 14,4. No levantamento divulgado pela Sejusp, foram elencados 12 tipos de crimes, todos com redução em Mato Grosso do Sul. O latrocínio, roubo seguido de morte, caiu 44%: de 25 em 2018 para 14 no ano passado.

Já o feminicídio, que traz a faceta cruel de ser um crime de ódio contra as mulheres, teve redução bem mais tímida, respondendo pelo menor índice de queda no comparativo. A queda foi de apenas 3,1%. O ano passado fechou com 31 casos, apenas um a menos do que em 2018. Na outra ponta, com redução de 58,4%, aparecem os roubos em via pública, que caíram de 7.289 (2018) para 3.032 (2019).

No ano passado Mato Grosso do Sul ainda registrou 50.178 furtos (resultado que inclui furtos, furtos em residência e furtos de veículos). Ao todo, foram 11.476 roubos (o total inclui roubo, roubo de veículo, roubo em residência, roubo em via pública e roubo a estabelecimento comercial).

O ano de 2019 foi promissor. Começamos a colher os investimentos do programa MS Mais Seguro, afirma Antonio Carlos Videira. (Foto: Henrique Kawaminami)"O ano de 2019 foi promissor. Começamos a colher os investimentos do programa MS Mais Seguro", afirma Antonio Carlos Videira. (Foto: Henrique Kawaminami)

Ao divulgar os resultados, o secretário Antonio Videira destacou o papel da imprensa para aumentar a sensação de segurança. “A sensação de segurança passa necessariamente pelo apoio da imprensa. Divulgar as ações positivas de Mato Grosso do Sul é uma forma de coibir o crime, mostra para a marginalidade o que acontece aqui. Coisas ruins aconteceram, mas o resultado foi rápido e eficiente”, afirma.

Assassinatos – Delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas, destacou que o Estado vai na contramão do Brasil. “Foram 152 homicídios a menos em quatro anos. A gente louva a Deus por conseguir esse resultado. Não é um feito da instituição A, B ou C, mas resultado de uma parceria”, diz. O comparativo foi feito a partir de 2015.

No ano passado, a Polícia Civil registrou 21.592 prisões, entre flagrantes e mandados. “A média é de duas prisões por hora”, afirma Vargas. O delegado detalha que nem todos ficam presos, sendo liberados nas audiências de custódia.

Homem motivado - Comandante da PM (Polícia Militar), o coronel Waldir Ribeiro Acosta destacou o empenho de quem atua na linha de frente da segurança.

“Quero parabenizar os policiais da linha de frente, porque você só identifica algo de anormal, ilícito, se fizer abordagem e isso é discricionário de quem está na linha de frente. Se está tirando de circulação, se está abordando, é porque tem essa motivação. A ferramenta principal é homem motivado para fazer a diferença nesse dia a dia”, afirma.

Do ponto de vista tecnológico, o coronel cita o uso de drones e parceria com o comércio para acesso a câmeras de segurança.

Comandante da PM destacou empenho de quem atua na linha de frente no combate ao crime. (Foto: Henrique Kawaminami)Comandante da PM destacou empenho de quem atua na linha de frente no combate ao crime. (Foto: Henrique Kawaminami)

Rota da cocaína – No ano passado, foram apreendidas 3,6 toneladas de cocaína no Estado, 121% a mais do que em 2018 (1,6 tonelada). A apreensão de crack também teve resultado expressivo: 381 quilos no ano passado, enquanto que em 2018 o total chegou a 96 quilos. A maconha totalizou 360 toneladas em 2019, respondendo pela maior parcela do total de drogas apreendidas: 367,2 toneladas.

Somente o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu 107 toneladas de entorpecente. Também foram recolhidos, na faixa de fronteira, 3 milhões de maços de cigarro contrabandeados do Paraguai.

É fogo – Com as grandes queimadas no Pantanal, aumentou o número de incêndios atendidos pelo Corpo de Bombeiros no Estado. Foram 7.844 casos no ano passado. Em 2018, o total foi de 6.047.

Comandante do Corpo de Bombeiros, o coronel Joílson Alves do Amaral destacou as operações Pantanal I e II, que mobilizaram 793 pessoas, 80 viaturas, três aviões de combate a incêndio e três helicópteros.

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