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Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

30/06/2019 09:50

Brasileiros veem situação econômica familiar igual há 6 meses, diz pesquisa

Estudo aponta que 54,1% dos entrevistados veem situação igual desde o início do ano; para 31%, quadro piorou, e 11,7% veem melhora

Humberto Marques
Situação econômica das famílias segue igual para mais da metade dos entrevistados pelo Paraná Pesquisas. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo)Situação econômica das famílias segue igual para mais da metade dos entrevistados pelo Paraná Pesquisas. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo)

Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada neste domingo (30) mostra que, para pouco mais da metade dos brasileiros, a situação econômica das famílias segue estagnada desde o início do ano. O levantamento, realizado em todo o país, ainda aponta que a percepção de piora supera a daquele que enxergam melhorias desde janeiro.

Conforme o estudo, 54,1% dos brasileiros consideram que a situação “nem melhorou, nem piorou” neste ano. Essa percepção é maior entre as pessoas com 60 anos ou mais (56,5% do universo de entrevistados nessa faixa etária) e de 16 a 24 anos (55,8%); entre quem tem apenas o Ensino Médio (56,4%) e das regiões Norte e Centro-Oeste (55,9%).

Em segundo na pesquisa, os índices de piora da situação totalizam 31%, sendo que para 22,9% o quadro “piorou” e para 8,1% “piorou muito”.

Dentre quem considera que o quadro “piorou”, a o percentual aumenta conforme a idade do entrevistado (saindo de 17,9% para a faixa entre 16 e 24 anos a 24,8% entre os de 45 e 59 anos, reduzindo para 24,1% na seguinte) e é maior conforme menor é o grau de instrução (27,9% das pessoas com Ensino Fundamental tiveram essa leitura). Entre as regiões, a maior concentração está no Sul (26,1%).

A leitura de que o quadro “piorou muito” é maior entre pessoas entre 45 e 59 anos (10,9%) e com formação no Ensino Fundamental (10,2%), em maioria na região Nordeste (12,1%).

Levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em 5 dias. (Imagem: Reprodução)Levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em 5 dias. (Imagem: Reprodução)

Já aqueles que consideram que a situação está melhor são 11,7%, divididos entre quem avaliou que o quadro “melhorou” (10,7%) e que “melhorou muito” (1%). No primeiro caso, a maioria das pessoas com essa visão tem entre 16 e 24 anos (12%), pessoas com Nível Superior (12,1%) e que vivem na região Sudeste (11,8%) –embora haja proximidade entre os índices no Norte e Centro-Oeste (11,4%) e Sul (11,1%).

A análise de que a situação familiar “melhorou muito” se faz mais presente entre pessoas entre 35 e 44 anos (1,4%) e 25 e 34 anos (1,3%), estando próxima conforme a escolaridade (índices entre 0,9% e 1,1%) e concentradas, principalmente, no Norte e Centro-Oeste (1,6%) e Nordeste (1,4%).

O Paraná Pesquisas ainda mostra que as percepções são mais positivas entre os homens do que para as mulheres: 1,7% dos entrevistados do sexo masculino consideram que o quadro “melhorou muito” e 12% que “melhorou”; ao passo que para 57,3% nem melhorou ou piorou. Para 20%, a situação “piorou” e entre 6,9% dos homens, “piorou muito”.

Entre as mulheres, 0,4% o quadro “melhorou muito” e para 9,5% “melhorou”. A percepção de estagnação é de 51,3%, com 25,6% alegando que houve piora e 9,3% considerando que “piorou muito”.

O instituto informou que 3,1% dos entrevistados não soube ou preferiu não opinar. Foram feitas 2.102 entrevistas nos 26 Estados e no Distrito Federal, com brasileiros com mais de 16 anos, entre os dias 20 e 25 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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