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Cidades

"Burocracia atrasa rota bioceânica", reclama Simone sobre prazo de estudo

Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) vai apresentar o projeto de acesso até outubro

Por Caroline Maldonado | 26/05/2022 19:32
Imagem de projeto da ponte sobre o Rio Paraguai, que vai ligar a cidade paraguaia Carmelo Peralta e Porto Murtinho (Imagem: Divulgação/Semagro)
Imagem de projeto da ponte sobre o Rio Paraguai, que vai ligar a cidade paraguaia Carmelo Peralta e Porto Murtinho (Imagem: Divulgação/Semagro)

Senadores, deputados estaduais e representantes de países vizinhos participaram hoje (26), em Campo Grande, de reunião da Frente Parlamentar Internacional do Corredor Bioceânico. A senadora e pré-candidata à presidência Simone Tebet (MDB) reclamou do prazo para execução de estudos e projetos básico e executivo de engenharia do contorno rodoviário norte em Porto Murtinho, a 439 quilômetros da Capital.

Uma contratação de empresa responsável pelo estudo chegou a ser publicada há um ano e seis meses, no DOU (Diário Oficial da União), mas o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) vai apresentar o projeto até outubro deste ano, segundo Simone.

A ponte sobre o Rio Paraguai vai ligar a cidade paraguaia Carmelo Peralta e Porto Murtinho, abrindo caminho para escoamento de produção de diversos produtos desde São Paulo. Para o acesso à ponte é preciso adequar as rodovias e essa obra de acesso que depende de estudo do Dnit.

As cargas virão a Mato Grosso do Sul por rodovia e seguirão pelo Paraguai, Argentina e Chile até chegar a dois portos, de onde partem de navio para a Ásia. A pedra fundamental da obra foi lançada em dezembro de 2021, após quase cinco anos de planejamento impactado pela pandemia.

Senadora e pré-candidata a presidência Simone Tebet (MDB), durante reunião da Frente Parlamentar Internacional do Corredor Bioceânico, na Assembleia Legislativa (Foto: Kísie Ainoã)
Senadora e pré-candidata a presidência Simone Tebet (MDB), durante reunião da Frente Parlamentar Internacional do Corredor Bioceânico, na Assembleia Legislativa (Foto: Kísie Ainoã)

“O que há de mais caro é a ponte, o que há de mais caro são 500 quilômetros de asfalto. Metade delas o Paraguai já está entregando. A ponte está fincando estaca e o Dnit com a burocracia de não conseguir entregar um projeto e dizer que precisa até outubro para entregar de acesso de uma rodovia entre dezenas de milhares que o Dnit já fez”, reclamou Simone.

Ela classificou a situação como “burocracia” e “engavetamento do desenvolvimento”. “O Estado tem que ser parceiro, fomentador do desenvolvimento e não engavetador. Essa burocracia que atrasa o desenvolvimento do Brasil e atrasa a chegada da comida na mesa do cidadão e nisso não tem construção civil e sem isso não tem emprego e sem emprego não tem dinheiro e não tem a cesta básica na mesa”, disse.

Idealizador da frente parlamentar, o senador Nelsinho Trad (PSD) disse que o prazo para realização do estudo é uma questão de dificuldade orçamentária pela qual atravessa o Dnit.

Idealizador da frente parlamentar, senador Nelsinho Trad (PSD), e o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PSDB) (Foto: Kísie Ainoã)
Idealizador da frente parlamentar, senador Nelsinho Trad (PSD), e o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa (PSDB) (Foto: Kísie Ainoã)

“Nós tivemos lá e fomos muito bem atendidos pelo general Santos e ele relatou essa questão. Inclusive, nós colocamos emendas da bancada para poder auxiliar no encaminhamento dessa questão. Eles estão no prazo que eles pediram, então aceitamos o prazo e temos que aguardar”, ponderou Nelsinho.

Nelsinho lembrou que no lado paraguaio, os trabalhos começaram “do zero”. “Não tinha nada de estradas no Paraguai e nós temos que adequar o que nós já temos à nova realidade que vai se instalar”, comentou o senador.

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