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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

04/11/2019 11:52

Campanha contra dengue terá força-tarefa e até uso de aplicativos

Secretário Estadual de Saúde admite perigo de uma nova epidemia em 2020, no Mato Grosso do Sul

Leonardo Rocha
Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, no lançamento da campanha contra dengue (Foto: Leonardo Rocha)Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, no lançamento da campanha contra dengue (Foto: Leonardo Rocha)

O governo estadual lançou hoje (04), durante a manhã, a campanha de combate a dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela, em Mato Grosso do Sul. A edição deste ano terá foco na realização de "forças-tarefas" nos 79 municípios, palestras e ações de orientação nas escolas, capacitação de agentes e um aplicativo (celular) para empresas informarem sobre vistorias e focos dentro dos estabelecimentos.

A campanha foi lançada pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, em evento na sede da Governadoria. "Nosso foco é reduzir o número de casos, já que existe sim um perigo de uma nova epidemia dengue no Estado, pois se trata de uma doença sazonal. Por enquanto está estável, até porque o período de chuvas deu uma adiada”, disse ele.

O secretário lembrou que Mato Grosso do Sul esteve entre os estados com maior número de casos do País. Segundo a Coordenação Estadual de Vetores, foram 72.121 casos notificados no Estado, com 27 mortes confirmadas em 2019, número bem acima das 4 (mortes) registradas em 2018 e 3 no ano de 2017.

Força-tarefa: O primeiro ponto da campanha será a realização de “forças-tarefas” em todos os municípios do Estado, com a participação das autoridades municipais e comunidade em geral. Para isto o governo estadual vai repassar aos municípios 500 mil sacos de lixo, 3 mil pares de luvas ecológicas, um milhão de folders, 20 mil cartazes, 700 faixas e 1.600 banners para campanhas educativas.

Chamada de “Vamos Limpar Nossa Casa”, este ponto se concentra nas residências e terrenos baldios, onde se encontra mais focos do mosquito da dengue. Já está marcado inclusive uma ação No Parque dos Poderes, no dia 12 de novembro, com agentes e pessoal capacitado que vai passar por todas as repartições públicas e locais desta área.

Coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Rosário (Foto: Leonardo Rocha)Coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Rosário (Foto: Leonardo Rocha)

Escolas – Outro ponto será a realização de palestras educativas com apresentação de teatros para estudantes de escolas municipais, estaduais e particulares, com a intenção de levar todas estas informações aos estudantes, que irão usar este conhecimento em suas residências, fortalecendo o combate dentro das casas. “Temos que trabalhar em todas as frentes, preparar o Exército para guerra que está por vir”, disse Resende.

O terceiro foco da campanha será na capacitação dos agentes de combate de endemias, que vão passar por novos cursos e oficinas, para ganharem mais conhecimento em relação aos vetores, como será as organizações e trabalho de campo, os métodos de controle e até a segurança no trabalho, para o uso correto dos equipamentos.

Aplicativo – Uma das novidades será o aplicativo “e-Visita Voluntário”, que vai permitir que um funcionário escolhida pela empresa, possa se capacitar, e com este conhecimento realizar vistorias e identificar eventuais focos dentro do estabelecimento. Por meio desta plataforma ele vai avisar as autoridades sobre a situação do local, inclusive pedindo ajuda para combate e material.

“Todo este repasse de informações por meio digital, sem envio de papeis, o que vai permitir intervenções rápidas nos locais, ele (funcionário) vai informar sobre os focos da empresa, podendo tirar fotos e explicar os problemas, para que os agentes e autoridades busquem uma solução”, disse o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário.

O coordenador revelou que as empresas só perder para as residências, em relação a produção de focos para dengue. “Elas (empresas) produzem muitos resíduos e alguns ficam em locais irregulares, tanto que várias pessoas pegam as doenças dentro dos locais de trabalho. Agora poderemos ter um voluntário que vai cuidar e informar tudo pelo aplicativo”.

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