ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JUNHO, TERÇA  25    CAMPO GRANDE 29º

Cidades

Capital pode ter uma das piores epidemias de dengue com mais de 44 mil casos

De 1º de janeiro a 25 de março, 3.384 casos foram registrados, um óbito confirmado e outro em investigação

Thays Schneider | 30/03/2023 18:01
Água acumulada em potes faciliata a reprodução do mosquito da dengue (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Água acumulada em potes faciliata a reprodução do mosquito da dengue (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A epidemia de dengue em Campo Grande pode ser uma das piores da história da Capital se os números continuarem subindo de forma tão rápida. Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), este ano corre o risco de superar os números de 2019, considerado um dos mais graves em que 44 mil casos da doença foram registrados.

Apesar de preocupantes, a situação não surpreende as autoridades por conta do alto índice de chuva e da onda de calor. Nos vinte primeiros dias de março foram notificados 1.476 casos de dengue.

A superintendente em vigilância da Secretaria de Saúde de Campo Grande, Veruska Lahdo, destaca que são 2.912 casos de janeiro a fevereiro de 2023. "Em três meses um óbito pela doença foi confirmado e um segue em investigação", alerta.

As casas continuam registrando o maior números de focos: "Estamos com vários projetos para conscientizar os moradores como visita domiciliar dos agentes de endemias e o método wolbachia. Todo empenho agora é necessário para combater a doença, as unidades de saúde estão superlotadas. Enfrentamos dois grandes problemas, os casos de dengue e de doenças respiratórias", enfatiza Veruska Lahdo.

Em relação à chikungunya em Mato Grosso do Sul, foram sete notificações e cinco casos confirmados. Não há casos de zica confirmados no Estado.

Enfermeiro doutor em infectologia, Everton Lemos lembra que a dengue é uma doença viral, apresentando quatro sorotipos diferentes: "Diante do nosso cenário atual, quanto maior o número de casos, maiores são as possibilidade de pessoas terem quadro grave".

Ele ainda destaca que a dengue precisa ser identificada e monitorada para eventual sinal de alarme, reduzindo as chances de gravidade e óbito. "Tanto a dengue quanto a zika e a chikungunya são arboviroses, que apresentam sintomas semelhantes. O paciente precisa ser avaliado e manejado da melhor forma. Apesar dos avanços importantes, não temos ainda uma vacina no programa nacional", alerta do enfermeiro.

Nos siga no Google Notícias