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Cidades

Casos de coronavírus fazem Brasil atualizar critérios para doação de sangue

Quem esteve nas regiões afetada pela epidemia, ou teve contato com pacientes infectados, não pode doar por um prazo de 30 dias

Por Geisy Garnes | 24/02/2020 17:52
Homem doa sangue no Hemosul da Avenida Fernando Correa da Costa (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Homem doa sangue no Hemosul da Avenida Fernando Correa da Costa (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

O surgimento do novo coronavírus fez a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Saúde atualizarem os critérios de doação nos bancos de sangue de todo país. A partir de agora, é exigida a verificação da doença e aqueles que estiveram nas regiões com casos confirmados precisam esperar um prazo de 30 dias para doar.

Conforme divulgado pela Agência Brasil, as alterações funcionam como ação preventiva. A triagem clínica, que já incluía a verificação de dengue, chikungunya e zika, agora integra o Covid-19 e outras variações como a Síndrome Respiratória Aguda Grave e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio.

Pessoas que estiveram em regiões com casos confirmados de coronavírus não poderão doar sangue pelo prazo de 30 dias, a contar do retorno das áreas afetadas pela epidemia. O mesmo vale para quem teve contato com paciente infectado ou com suspeita da doença.

Apesar que ainda não existir evidência de transmissão de coronavírus por transfusão de sangue, pacientes que tiveram a doença, só poderão doar sangue 90 dias depois da completa recuperação.

A regra não se aplica a doadores que tiveram resfriado comum ou infecções de vias respiratórias causadas por coronavírus, sem histórico de viagem para as regiões epidêmicas ou sem contato com pessoas desses lugares.

Em casos de dengue e chikungunya, o prazo também é de 30 dias. Para zika, são 120 dias até que o doador possa ser considerado apto para transfusão de sangue.