Dinheiro e vídeos na internet viram "chumbo trocado" entre Urandir e investidora
Empresária pede devolução de R$ 300 mil de investimento feito em 2019
Disputa entre empresária de Campo Grande e o ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira se desdobra em dois processos judiciais distintos, ambos em tramitação na Justiça de Mato Grosso do Sul e revela versões opostas sobre aplicações financeiras e as consequências jurídicas da repercussão do caso.
RESUMO
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Disputa judicial entre empresária campo-grandense e o ufólogo Urandir Fernandes envolve cobrança de R$ 300 mil referente a investimento realizado em 2019. O valor, que deveria ter sido devolvido em 2021, já alcança R$ 805 mil com correções. A empresária questiona a existência da empresa BKC Distribuição Ltda., citada no contrato, e move ação por danos morais contra Urandir após ele fazer acusações em redes sociais. A Justiça determinou a remoção do vídeo com as declarações. Os processos seguem em tramitação sem decisão final.
No centro do conflito está um investimento de R$ 300 mil, feito em 2019, que Ana Carolina tenta reaver judicialmente. A cobrança motivou manifestações posteriores por parte de Urandir e acabou originando uma segunda ação, agora por danos morais. Em 5 de fevereiro, a Justiça proferiu decisão favorável à empresária e determinou a remoção de vídeo citado no processo.
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No primeiro processo, ajuizado em dezembro de 2025, a empresária cobra a devolução de R$ 300 mil aplicados como investidora-anjo, com base em contrato firmado em abril de 2019. Segundo a ação, o acordo previa que o valor poderia ser resgatado após dois anos, prazo que teria vencido em abril de 2021, sem que o pagamento fosse realizado.
Com correção monetária pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), juros de 1% ao mês e multa contratual, a cobrança chega a R$ 805.680,62. O ponto central da ação é a alegação de que a empresa indicada no contrato, BKC Distribuição Ltda., não tem existência jurídica comprovada. A autora sustenta que o CNPJ informado é inválido, que não há registro da empresa na Receita Federal, que o endereço indicado não funciona como sede empresarial e que não existe comprovação de atividade econômica.
Com base nesses argumentos, ela pede que Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira, que assinaram o contrato como sócios, respondam diretamente pela dívida, com o patrimônio pessoal, sob o entendimento de que a empresa teria sido apenas aparente.
Após a ação de cobrança passar a ser noticiada, a empresária ingressou com um segundo processo, protocolado em janeiro de 2026, desta vez contra Urandir Fernandes de Oliveira. Nessa ação, ela afirma que o ufólogo, ao comentar publicamente o caso, teria feito acusações diretas e nominativas, atribuindo a ela a apropriação indevida de ativos digitais e insinuando a prática de irregularidades patrimoniais, além de sugerir que a empresária teria financiado veículos de imprensa para divulgar notícias falsas ou padronizadas sobre a disputa, o que ela nega.
As declarações, conforme descrito nos autos, foram feitas em vídeos publicados nas redes sociais, com ampla circulação. Diante disso, a empresária pediu a retirada do conteúdo e a intervenção do Judiciário. Em decisão proferida no dia 5 de fevereiro, a Justiça acolheu o pedido de tutela e determinou a remoção do vídeo mencionado no processo.
Além da retirada do conteúdo, a ação pede a proibição de novas manifestações com o mesmo teor e o pagamento de R$ 60 mil por danos morais. O processo sustenta que houve extrapolação do direito de manifestação, com imputação de condutas que, segundo a autora, atingem sua honra e reputação.
Apesar da repercussão, o embate entre as partes permanece concentrado no Judiciário. Um processo discute a existência da empresa e a devolução do investimento; o outro trata das consequências jurídicas das acusações feitas após a cobrança. Ambos seguem em tramitação, sem decisão de mérito sobre o conflito financeiro até o momento.
O ufólogo também trava disputa judicial contra a ex-nora Gabriela Pache da Silva. Em janeiro deste ano, a BDM Soluções Digitais Ltda., ligada a Urandir, moveu uma queixa-crime por calúnia e difamação contra ela, em uma Vara Criminal de Campo Grande, depois que ela usou redes sociais para acusar a empresa de operar como “sistema Ponzi” ou pirâmide financeira.
A defesa de Urandir Fernandes de Oliveira foi procurada pela reportagem para comentar os fatos e apresentar seu posicionamento sobre as ações judiciais mencionadas, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação e eventual esclarecimento.
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