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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019

03/10/2019 10:35

Com adesão de 10,5 mil professores, greve deixa 277 escolas sem aulas

Paralisação segue nesta quinta-feira (3), com protestos no centro da Capital e na UFMS

Jones Mário e Clayton Neves
Desde ontem escolas estaduais estão sem aulas. (Foto: Marina Pacheco)Desde ontem escolas estaduais estão sem aulas. (Foto: Marina Pacheco)

Conforme balanço da SED (Secretaria de Estado de Educação), a paralisação dos professores e servidores da rede estadual de ensino afetou o funcionamento de 277 escolas em Mato Grosso do Sul, equivalente a 77,7% das 357 unidades. Deflagrado na quarta-feira (2), o movimento segue até esta quinta (3).

A SED informou também que 10.554 professores aderiram à paralisação, correspondentes a 64,2% dos 16.442 concursados e contratados do quadro estadual. Por outro lado, 48% dos funcionários administrativos pararam suas atividades em apoio à greve.

Em Campo Grande, 29 das 78 escolas estaduais não foram afetadas pela paralisação. A SED comunicou que 2.474 professores da Capital cruzaram os braços em adesão ao movimento nestes dois dias, número que corresponde a 62% dos 4.011 concursados e temporários. Entre os administrativos, 21,9% endossaram a manifestação.

Contraponto - A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) encabeça a mobilização no Estado. Em oposição aos números da SED, a entidade afirma que 90% das escolas aderiram à paralisação.

A greve em Mato Grosso do Sul reflete movimento nacional de professores de diversos níveis, em protesto contra o cenário da Educação no País. Entre os pontos contestados estão propostas que incluíam o fim das eleições para escolha dos diretores e a criação de escolas cívico-militares, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, aderida por pelo menos 15 estados.

A pauta regional da Fetems confronta as mudanças na carreira do magistério, especialmente em relação aos professores convocados e concursos públicos.

Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ato é político e prejudica os alunos. O presidente da Fetems, Jaime Teixeira, garante que a paralisação é contra a redução de direitos.

As atividades grevistas continuam nesta quinta, com mobilizações no centro e na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

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