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Cidades

Condenado por chacina com vítima de MS seguirá isolado em presídio

Decisão da Justiça de MT mantém Edgar Ricardo, autor de sete mortes, em ala de segurança máxima

Por Gustavo Bonotto | 13/04/2026 22:27
Condenado por chacina com vítima de MS seguirá isolado em presídio
Edgar, durante depoimento feito em videochamada. (Foto: Reprodução/TJMT)

A Justiça de Mato Grosso negou recurso de Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 136 anos de prisão por matar sete pessoas em um bar de Sinop (MT), e manteve o regime de isolamento na penitenciária onde ele cumpre pena. Entre as vítimas está o empresário sul-mato-grossense Josué Ramos Tenório, de 48 anos.

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A Justiça de Mato Grosso manteve o regime de isolamento de Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a 136 anos de prisão por matar sete pessoas em um bar de Sinop em 2023. A defesa tentava transferi-lo para o convívio comum, mas o pedido foi negado pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, que apontou alta periculosidade e possível ligação com organização criminosa. O crime ocorreu após derrota em jogo de sinuca.

A decisão é da vice-presidente do TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e foi disponibilizada na última semana. A defesa tentava transferir o preso do raio de segurança máxima para o convívio comum na PCE (Penitenciária Central do Estado), mas o pedido foi rejeitado.

Ao analisar o recurso, a magistrada apontou alta periculosidade e risco à segurança. Ela também considerou relatórios da Polícia Penal que indicam possível ligação do condenado com organização criminosa, o que justificaria a manutenção do isolamento.

Edgar foi condenado pelo Tribunal do Júri a 136 anos, três meses e 20 dias de reclusão pelos homicídios ocorridos em fevereiro de 2023. O crime aconteceu após uma disputa em jogo de sinuca, quando ele perdeu cerca de R$ 4 mil e voltou ao local armado, acompanhado de Ezequias Souza Ribeiro.

A dupla executou sete pessoas no bar, incluindo uma adolescente de 12 anos. Após os assassinatos, os autores ainda roubaram dinheiro e fugiram. Ezequias morreu no dia seguinte, durante confronto com a polícia.

Além da pena, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 200 mil às famílias das vítimas. Edgar segue preso em regime fechado, em ala de segurança máxima.

Pena - A condenação, de acordo com os autos processuais, foi de 136 anos, 3 meses, 20 dias de reclusão e 31 dias-multa. A juíza que presidiu o júri, Rosângela Zacarkim dos Santos, citou qualificadoras durante a leitura da sentença.

Entre elas, o motivo torpe, meio cruel que resultou em perigo comum (ou seja, além de provocar sofrimento intenso à vítima também coloca outras pessoas em risco) e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

À época do julgamento, Edgar confessou o crime. Por meio de videoconferência, o réu afirmou que nunca "se importou" com dinheiro disputado na partida de sinuca, que desencadeou o crime.

Ele argumentou que as competições eram um passatempo para ele, que se considerava um jogador, assim como era atirador. Segundo a versão do acusado, ele levava R$ 20 mil e até mesmo R$ 30 mil para os jogos e não se importava em perder valores.