Condenado por chacina com vítima de MS seguirá isolado em presídio
Decisão da Justiça de MT mantém Edgar Ricardo, autor de sete mortes, em ala de segurança máxima
A Justiça de Mato Grosso negou recurso de Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 136 anos de prisão por matar sete pessoas em um bar de Sinop (MT), e manteve o regime de isolamento na penitenciária onde ele cumpre pena. Entre as vítimas está o empresário sul-mato-grossense Josué Ramos Tenório, de 48 anos.
RESUMO
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A decisão é da vice-presidente do TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e foi disponibilizada na última semana. A defesa tentava transferir o preso do raio de segurança máxima para o convívio comum na PCE (Penitenciária Central do Estado), mas o pedido foi rejeitado.
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Ao analisar o recurso, a magistrada apontou alta periculosidade e risco à segurança. Ela também considerou relatórios da Polícia Penal que indicam possível ligação do condenado com organização criminosa, o que justificaria a manutenção do isolamento.
Edgar foi condenado pelo Tribunal do Júri a 136 anos, três meses e 20 dias de reclusão pelos homicídios ocorridos em fevereiro de 2023. O crime aconteceu após uma disputa em jogo de sinuca, quando ele perdeu cerca de R$ 4 mil e voltou ao local armado, acompanhado de Ezequias Souza Ribeiro.
A dupla executou sete pessoas no bar, incluindo uma adolescente de 12 anos. Após os assassinatos, os autores ainda roubaram dinheiro e fugiram. Ezequias morreu no dia seguinte, durante confronto com a polícia.
Além da pena, a Justiça fixou indenização mínima de R$ 200 mil às famílias das vítimas. Edgar segue preso em regime fechado, em ala de segurança máxima.
Pena - A condenação, de acordo com os autos processuais, foi de 136 anos, 3 meses, 20 dias de reclusão e 31 dias-multa. A juíza que presidiu o júri, Rosângela Zacarkim dos Santos, citou qualificadoras durante a leitura da sentença.
Entre elas, o motivo torpe, meio cruel que resultou em perigo comum (ou seja, além de provocar sofrimento intenso à vítima também coloca outras pessoas em risco) e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
À época do julgamento, Edgar confessou o crime. Por meio de videoconferência, o réu afirmou que nunca "se importou" com dinheiro disputado na partida de sinuca, que desencadeou o crime.
Ele argumentou que as competições eram um passatempo para ele, que se considerava um jogador, assim como era atirador. Segundo a versão do acusado, ele levava R$ 20 mil e até mesmo R$ 30 mil para os jogos e não se importava em perder valores.


