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Cidades

Douradina confirma 1ª morte por chikungunya e MS soma 17 óbitos

Vítima é um homem de 43 anos e fazia tratamento de tuberculose

Por Gustavo Bonotto | 15/05/2026 22:57
Douradina confirma 1ª morte por chikungunya e MS soma 17 óbitos
Água parada favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e chikungunya. (Foto: Arquivo/SES)

Mato Grosso do Sul confirmou a 17ª morte por chikungunya em 2026, igualando ainda em maio todo o número de óbitos registrados pela doença ao longo do ano passado. A nova vítima é um homem de 43 anos, morador de Douradina, cidade a 192 quilômetros de Campo Grande. A confirmação consta no boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) nesta sexta-feira (15).

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Mato Grosso do Sul confirmou a 17ª morte por chikungunya em 2026, igualando em maio o total de óbitos de 2025. A nova vítima é um homem de 43 anos de Douradina, que tinha tuberculose. O Estado soma 11.521 casos prováveis, com incidência de 417,9 por 100 mil habitantes, acima do patamar epidêmico. O índice é 20 vezes superior à média nacional e lidera o ranking brasileiro da doença.

Segundo o boletim, o paciente morreu no dia 22 de abril e tinha tuberculose, condição considerada fator de risco para agravamento da doença. Entre os 17 mortos confirmados neste ano, nove apresentavam algum tipo de comorbidade.

Além de Douradina, os demais óbitos ocorreram em Dourados, com 11 registros, Bonito e Jardim, com duas mortes cada, e Fátima do Sul, com um caso. Outro óbito segue em investigação.

Mato Grosso do Sul já soma 11.521 casos prováveis de chikungunya em 2026, segundo dados da SES. Desse total, 4.834 foram confirmados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Em apenas uma semana, o Estado registrou aumento de 1.191 notificações prováveis, crescimento de 11,5% em relação ao boletim anterior.

O volume atual já representa 81,4% de todos os casos registrados em 2025, quando Mato Grosso do Sul encerrou o ano com 14,1 mil notificações da doença.

A incidência estadual chegou a 417,9 casos para cada 100 mil habitantes, índice considerado muito alto e acima do patamar epidêmico. Mesmo assim, a SES ainda não classifica oficialmente o cenário como epidemia.

Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de incidência de chikungunya. A taxa sul-mato-grossense é mais de 20 vezes superior à média brasileira, estimada em 20,1 casos por 100 mil habitantes. Goiás aparece na sequência, seguido por Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte.

O boletim também aponta 65 casos confirmados de chikungunya em gestantes neste ano no Estado. A SES orienta a população a evitar automedicação e procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, manchas vermelhas pelo corpo e fadiga.

Douradina lidera a incidência proporcional da doença em Mato Grosso do Sul, com taxa de 3.782,7 casos por 100 mil habitantes e 211 registros prováveis. Sete Quedas aparece em seguida, com incidência de 3.320,0 e 365 casos. Fátima do Sul soma 613 notificações prováveis e taxa de 2.974,4.

Dourados concentra o maior número absoluto de registros, com 4.801 casos prováveis e incidência de 1.972,7. Campo Grande contabiliza 25 notificações prováveis da doença em 2026.

Apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã seguem sem registros prováveis de chikungunya neste ano.