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Cidades

Líderes religiosos vão consultar igrejas sobre retomada de cultos e missas

Eventos religiosos foram considerados serviços essenciais, após decreto de hoje (26), do presidente Jair Bolsonaro

Por Leonardo Rocha | 26/03/2020 12:24
Igreja Perpétuo Socorro, em Campo Grande ( Foto: Danielle Errobidarte)
Igreja Perpétuo Socorro, em Campo Grande ( Foto: Danielle Errobidarte)

Os líderes evangélicos e católicos de Mato Grosso do Sul vão consultas as igrejas e suas entidades, antes de decidir se irão retomar os cultos e missas no Estado. Estes eventos foram liberados durante a pandemia do coronavírus, após decreto publicado hoje (26), pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A expectativa é que as decisões (líderes) sejam anunciadas nesta tarde (26) ou amanhã (27).

A Arquidiocese de Campo Grande informou ao Campo Grande News, que ainda não tomou uma decisão oficial sobre as missas e que hoje a tarde (26), deve sair uma decisão da entidade. Em contato com o arcebispo da Capital, Dom Dimas, ele apenas ponderou que em breve haverá uma definição oficial sobre as atividades até a Semana Santa.

Já em relação as igrejas evangélicas, o apóstolo Edmilson Oliveira, vice-presidente do conselho de pastores do Estado, declarou que não vai tomar uma “decisão precipitada” e que o momento é de consulta aos demais pastores, para que haja uma decisão sobre as retomadas dos cultos presenciais.

“Vou conversar com os pastores nesta tarde, até amanhã (27), para se chegar a uma decisão, por isso no momento não tomamos nenhuma providência. Por enquanto na minha igreja (Igreja Evangélica de Campo Grande), os cultos estão on-line, assim como as células”, explicou.

Sobre o decreto do presidente, o apóstolo acredita que deve ser retomada as atividades de forma gradual em alguns setores. “Não é viável que a nação fique parada por 30 ou 60 dias, vai gerar um caos social”. Ele entende que as atividades precisam voltar aos poucos. “Resguardar o grupo de risco. Sobre os cultos ainda não decidi”.

O decreto do presidente Jair Bolsonaro incluiu as funções religiosas entre os serviços considerados essenciais para população, durante a quarentena. Na prática libera os cultos e missas, que podem ser retomadas mediante regras e determinações do Ministério da Saúde.