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Cidades

Grupo com base em MS desviou R$ 3,5 milhões com invasões ao gov.br

Quadrilha invadia contas gov.br e usava laranjas para transferir titularidades de empresas

Por Ana Paula Chuva | 14/05/2026 08:49
Grupo com base em MS desviou R$ 3,5 milhões com invasões ao gov.br
Um dos presos durante a ação desta quarta-feira (Foto: Divulgação | PCDF)

Organização criminosa que usava laranjas e invasões digitais para aplicar golpes milionários foi alvo da Polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira (13). O grupo com integrantes no Mato Grosso do Sul começou a ser investigado em novembro de 2024 e causou prejuízo de R$ 3,5 milhões a uma única vítima.

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Organização criminosa que usava laranjas e invasões digitais para aplicar golpes foi desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal na quarta-feira (13). O grupo causou prejuízo de R$ 3,5 milhões a uma vítima ao invadir sua conta gov.br e transferir empresas para terceiros. A operação El Patron prendeu oito pessoas em São Paulo, Rondônia e Paraná, e determinou o bloqueio de bens e congelamento de até R$ 3,5 milhões.

A operação chamada de El Patrón cumpriu mandados em São Paulo, Rondônia e no Paraná. Segundo a PCDF, em novembro de 2024, os criminosos invadiram a conta gov.br da vítima e conseguiram transferir a titularidade de suas empresas para o nome de terceiros.

Entre os laranjas estava uma jovem de 22 anos residente em Foz do Iguaçu (PR), que teria recebido R$ 50 mil para "emprestar" seus dados.

Embora o crime principal tenha ocorrido no Distrito Federal, a rede de lavagem de dinheiro e suporte logístico se estendia por diversos estados. Mato Grosso do Sul foi identificado como uma das bases de atuação de integrantes do grupo, que contava com pelo menos 12 membros.

Os integrantes também estão no Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul. Até o momento, oito pessoas foram presas.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridas ordens de bloqueio de bens. A Justiça também determinou o congelamento de até R$ 3,5 milhões nas contas dos investigados e o sequestro de imóveis de luxo adquiridos com o dinheiro do golpe.

"El Patrón"

O nome da operação faz alusão ao líder da organização, que coordenava a fraude de forma hierarquizada. Até o momento, oito pessoas foram presas. As autoridades locais deram apoio à PCDF para localizar os alvos em território sul-mato-grossense.

As investigações continuam para identificar se outros empresários da região podem ter sido vítimas da mesma quadrilha por meio do acesso indevido a dados governamentais.

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