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Sem "taxa das blusinhas", 49% dizem que vão comprar em sites internacionais

Medida que encareceu compras de até US$ 50 virou alvo de críticas desde 2024 e afetou hábitos de consumo

Por Mileny Barros | 14/05/2026 07:31
Sem "taxa das blusinhas", 49% dizem que vão comprar em sites internacionais
Usuário navegando em plataformas internacionais de compras on-line (Foto: Kamila Alcântara)

A possibilidade do fim da chamada “taxa das blusinhas” reacendeu o interesse dos brasileiros pelas compras internacionais. Enquete do Campo Grande News mostra que 49% dos leitores pretendem voltar a comprar em sites estrangeiros caso a cobrança seja encerrada. Outros 32% afirmaram que não devem retomar o hábito, enquanto 19% disseram que nunca deixaram de comprar em plataformas internacionais.

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Pesquisa do Campo Grande News aponta que 49% dos leitores pretendem retomar compras em sites internacionais caso a taxa de 20% sobre produtos de até 50 dólares seja extinta. A cobrança, em vigor desde 2024, afetou consumidores de plataformas como Shein e AliExpress. O presidente Lula anunciou o fim da medida, que gerou desgaste popular por elevar preços de produtos acessíveis, especialmente entre jovens e famílias de baixa renda.

A tributação sobre compras de até US$ 50 entrou em vigor em 2024 e atingiu diretamente consumidores que utilizavam aplicativos como Shein, Shopee e AliExpress. Com a cobrança do imposto federal somado ao ICMS estadual, produtos considerados baratos passaram a chegar ao consumidor com preços muito mais altos.

A medida foi defendida inicialmente pelo governo federal como uma forma de combater fraudes em remessas internacionais e equilibrar a concorrência com o comércio nacional. No entanto, a repercussão negativa tomou conta das redes sociais e virou tema frequente entre consumidores, influenciadores digitais e opositores do governo.

O impacto foi sentido principalmente entre jovens e famílias de baixa renda, que haviam transformado as plataformas internacionais em alternativa para roupas, acessórios e eletrônicos mais acessíveis.

Agora, com o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim da cobrança, o debate voltou ao centro das discussões econômicas e políticas. A leitura dentro do Palácio do Planalto é que a taxação acabou se tornando um desgaste popular em um momento de atenção crescente ao custo de vida e ao poder de compra da população.

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