Sem "taxa das blusinhas", 49% dizem que vão comprar em sites internacionais
Medida que encareceu compras de até US$ 50 virou alvo de críticas desde 2024 e afetou hábitos de consumo
A possibilidade do fim da chamada “taxa das blusinhas” reacendeu o interesse dos brasileiros pelas compras internacionais. Enquete do Campo Grande News mostra que 49% dos leitores pretendem voltar a comprar em sites estrangeiros caso a cobrança seja encerrada. Outros 32% afirmaram que não devem retomar o hábito, enquanto 19% disseram que nunca deixaram de comprar em plataformas internacionais.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A tributação sobre compras de até US$ 50 entrou em vigor em 2024 e atingiu diretamente consumidores que utilizavam aplicativos como Shein, Shopee e AliExpress. Com a cobrança do imposto federal somado ao ICMS estadual, produtos considerados baratos passaram a chegar ao consumidor com preços muito mais altos.
- Leia Também
- Com Shein sem taxas, lojistas voltam ao “comércio no gogó” e promoções no Centro
- Com o fim da “taxa das blusinhas”, você vai comprar em sites internacionais?
A medida foi defendida inicialmente pelo governo federal como uma forma de combater fraudes em remessas internacionais e equilibrar a concorrência com o comércio nacional. No entanto, a repercussão negativa tomou conta das redes sociais e virou tema frequente entre consumidores, influenciadores digitais e opositores do governo.
O impacto foi sentido principalmente entre jovens e famílias de baixa renda, que haviam transformado as plataformas internacionais em alternativa para roupas, acessórios e eletrônicos mais acessíveis.
Agora, com o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim da cobrança, o debate voltou ao centro das discussões econômicas e políticas. A leitura dentro do Palácio do Planalto é que a taxação acabou se tornando um desgaste popular em um momento de atenção crescente ao custo de vida e ao poder de compra da população.



