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Ponte da Rota Bioceânica deve ser concluída em 31 de maio

O "beijo das aduelas" marca a etapa final da ligação do Brasil ao corredor rodoviário que leva ao Pacífico

Por Inara Silva | 12/04/2026 12:52
Ponte da Rota Bioceânica deve ser concluída em 31 de maio
O “beijo das aduelas”, etapa em que as estruturas se encontram, está previsto para 31 de maio. (Foto: Toninho Ruiz)

A conclusão da ponte internacional da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, está prevista para 31 de maio. Na ocasião, deve ocorrer o chamado “beijo das aduelas”, etapa em que as estruturas de concreto avançadas a partir dos dois lados se encontram, finalizando o trecho central da obra.

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A conclusão da ponte internacional da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, está prevista para 31 de maio, com o chamado "beijo das aduelas". A obra, iniciada em janeiro de 2022 e orçada em US$ 100 milhões, integra corredor que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ao Oceano Pacífico.

A construção teve início em 14 de janeiro de 2022 e integra o corredor rodoviário que pretende ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ao Oceano Pacífico. O objetivo é reduzir distâncias e custos logísticos no escoamento de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais via Atlântico. A ponte é considerada uma das principais ligações físicas desse projeto de integração regional.

Ponte da Rota Bioceânica deve ser concluída em 31 de maio
Poucos metros separam o Brasil do Paraguai pela rota bioceânica. (Foto: Toninho Ruiz)

As equipes concentram os trabalhos na concretagem e no avanço do trecho sobre o rio. A obra da ponte é executada pelo Consórcio PYBRA, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez, com fiscalização do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), liderado pela ministra Claudia Centurión.

No lado brasileiro, seguem as obras de acesso à ponte, com a construção de viadutos, pilares e vigas de concreto, sob responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e execução do Consórcio PDC Fronteira. Já no Paraguai, avançam os trabalhos de aterro hidráulico para cerca de 4 quilômetros de acesso até a Ruta PY-15, rodovia que integra o traçado da Rota Bioceânica no Chaco.

Além da ponte, o Paraguai investe mais de US$ 1 bilhão em aproximadamente 580 quilômetros de rodovias asfaltadas. A estrutura sobre o Rio Paraguai, orçada em cerca de US$ 100 milhões com recursos da Itaipu Binacional no lado paraguaio, é considerada peça-chave para viabilizar o corredor bioceânico.

Texto em colaboração com Toninho Ruiz, de Porto Murtinho.

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  • (Fotos: Toninho Ruiz)
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