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Cidades

Prevenção a coronavírus vai de operação “mãos limpas” a “plus” na imunidade

Campo Grande News ouviu médicos infectologista e pneumologista sobre doença

Por Aline dos Santos | 13/03/2020 12:09
Álcool em gel é para higienizar as mãos, que precisam de cuidado redobrada. (Foto: Henrique Kawaminami)
Álcool em gel é para higienizar as mãos, que precisam de cuidado redobrada. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os cuidados contra o coronavírus passam por medidas de prevenção: como uma verdadeira operação “mão limpas”; hidratação para turbinar a mucosa respiratória, que atua na linha de frente da defesa; e medidas de reforço para imunidade, que vão de dormir bem a não se estressar no trabalho.

“O álcool em gel funciona desde que não exista sujicidade nas mãos. Lava com álcool e sabão, utiliza o álcool em gel, mas dentro daquela técnica: passa na ponta dos dedos, entre os dedos, palma, dorso das mãos. O uso de vinagre nem deve ser levado em consideração”, afirma o médico Rodrigo Nascimento Coelho, infectologista no HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian, destacando a ineficiência da solução caseira proposta em vídeos na internet.

Já a reaplicação do álcool em gel deve ser feita a cada vez que se tem contato com superfícies que possam estar contaminada, como caneta, balcão, maçanetas. O produto também pode ser substituído por álcool iodado ou antisséptico.

As mãos concentram a maior preocupação no caso de transmissão dos vírus porque elas entram contato com as superfícies e acabam sendo levadas, constantemente, aos olhos e bocas. Conforme o infectologista, é mais comum que a pessoa toque superfícies do que entre na “nuvem” de gotículas e aerossóis (partículas menores) quando alguém tosse. Numa mesa, por exemplo, o vírus fica viável por dias.

Mesmo sem caso confirmado em Mato Grosso do Sul, o infectologista afirma que é preciso mudar hábitos. “É preciso evitar aglomerações, como shows, estádio, igrejas, shopping. Também de ser evitado colocar mão no rosto, na boca, no nariz. Além de manter distância de segurança de outras pessoas, em torno de um metro; nada de beijo, abraço, aperto de mão”, afirma o especialista.

O médico também lembra que é possível da uma ajuda para a imunidade. “Dormir bastante, praticar esporte, não se estressar, não brigar no trabalho”, afirma o infectologista.

Prevenção a coronavírus vai de operação “mãos limpas” a “plus” na imunidade

Máscaras – Presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Mato Grosso do Sul e médico no HU (Hospital Universitário), Henrique Ferreira de Brito explica que a máscara cirúrgica deve ser utilizada em determinadas situações.

“Não tem necessidade de todo mundo usar máscaras. Estou com sintomas de gripe, uso máscara. Estou com meu pai doente e vou visitá-lo, coloco máscara para me proteger. A máscara cirúrgica tem potencial de proteção contra as gotículas e o aerossol”, afirma o médico.

A máscara deve ser descartada toda vez que estiver suja ou úmida. O especialista reforça a necessidade de hidratação, principalmente diante da baixa umidade relativa do ar em Campo Grande. “No calor, se desidrata muito facilmente. É importante beber líquidos e ter alimentação e sono regulares”, diz.

Até quinta-feira (dia 12), a SES (Secretaria Estadual de Saúde) monitorava dez casos suspeitos de coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso do Sul.

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