Relatório aponta MS como ponto estratégico em rotas de contrabando de migrantes
Documento cita a cidade corumbaense como eixo de entrada, saída e trânsito de estrangeiros no país

Relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta Mato Grosso do Sul como um dos pontos estratégicos nas rotas internacionais de contrabando de migrantes. O diagnóstico destaca o município de Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande, como área que concentra entrada, saída, trânsito e destino de estrangeiros.
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Relatório da Abin aponta Mato Grosso do Sul, especialmente Corumbá, como ponto estratégico no contrabando de migrantes no Brasil. O estudo, produzido com a OIM, identificou 14 estados com rotas irregulares estruturadas, envolvendo recrutadores, transportadores e falsificadores de documentos, associados a crimes como lavagem de dinheiro. O recrutamento ocorre por indicações e redes sociais.
O levantamento, intitulado “Contrabando de Migrantes no Brasil: uma análise de inteligência”, foi produzido em parceria com a OIM (Organização Internacional para as Migrações) e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. O estudo identificou ao menos 14 estados brasileiros com rotas estruturadas de migração irregular e aponta que fatores como a localização geográfica do país, a extensão das fronteiras e a política migratória favorecem esse cenário.
Com mais de 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres e fluviais, o país é utilizado tanto por brasileiros que tentam deixar o território, principalmente com destino aos Estados Unidos, quanto por estrangeiros que cruzam o Brasil rumo a outros países ou buscam oportunidades de trabalho.
Conforme a Abin, Mato Grosso do Sul se destaca por reunir diferentes funções dentro dessas rotas, atuando simultaneamente como ponto de passagem e de permanência de migrantes. Em regiões de fronteira, como Corumbá, há circulação constante de estrangeiros que entram no país ou seguem viagem para outras regiões.
O relatório também aponta que o contrabando de migrantes envolve estruturas organizadas, com divisão de funções entre recrutadores, transportadores, intermediários financeiros e responsáveis pela falsificação de documentos. Essas redes costumam estar associadas a outros crimes, como lavagem de dinheiro e corrupção.

O recrutamento ocorre, em muitos casos, por indicação de conhecidos, além do uso crescente de redes sociais e aplicativos de mensagens. Plataformas de vídeos curtos também passaram a ser utilizadas para divulgar rotas e atrair interessados.
Migrar de forma irregular não é crime no Brasil, mas a responsabilização recai sobre quem organiza, financia ou lucra com a travessia. Segundo o relatório, pessoas que recorrem a essas redes ficam expostas a riscos como exploração, violência e condições precárias durante o deslocamento.
Além de MS, os outros estados que concentram rotas de migração irregular no país são: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
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