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Economia

MS mantém superávit de US$ 802 milhões com força da soja e carne bovina

Exportações somam US$ 993,3 milhões em maio; energia solar ganha espaço nas importações

Por Jhefferson Gamarra | 14/06/2026 17:03
MS mantém superávit de US$ 802 milhões com força da soja e carne bovina
Embarcações de soja de Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/Semadesc)

Mato Grosso do Sul manteve saldo positivo em sua balança comercial agropecuária durante o mês de maio de 2026, alcançando superávit de US$ 802,2 milhões. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações de soja, carne bovina e celulose, que continuam concentrando a maior parte das vendas externas do Estado.

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Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 802,2 milhões na balança comercial agropecuária em maio de 2026, com exportações de US$ 993,3 milhões e importações de US$ 191 milhões. Soja, carne bovina e celulose lideraram as vendas externas. Nas importações, gás natural e células fotovoltaicas se destacaram, sinalizando avanço em energia solar no estado, segundo boletim da Aprosoja/MS.

Dados do boletim da balança comercial elaborado pela equipe econômica da Aprosoja/MS mostram que as exportações somaram US$ 993,3 milhões no período, enquanto as importações totalizaram US$ 191 milhões. Com isso, o volume exportado permaneceu aproximadamente cinco vezes superior ao das compras internacionais realizadas por Mato Grosso do Sul.

A soja e seus resíduos seguiram como os principais produtos da pauta exportadora estadual, respondendo por 44,5% das vendas externas em maio. Na sequência aparecem a carne bovina, responsável por 20,9% das exportações, e a celulose, com participação de 18,2%.

Apesar da liderança da soja, a análise econômica do boletim aponta que os embarques do grão já começam a refletir a sazonalidade característica do setor. Após o período de pico da colheita, observa-se uma redução gradual das exportações do produto. Ainda assim, o desempenho da carne bovina contribuiu para sustentar o resultado positivo da balança comercial, mantendo estabilidade nos volumes exportados durante o mês.

A celulose, por sua vez, registrou redução no volume embarcado, o que resultou em alterações no posicionamento entre os principais itens da pauta exportadora, embora continue ocupando papel relevante nas vendas externas sul-mato-grossenses.

No campo das importações, o gás natural permaneceu como o principal produto adquirido pelo Estado no mercado internacional, representando 33,3% do total importado em maio.

O principal destaque, entretanto, ficou com as células fotovoltaicas, que alcançaram a segunda posição entre os itens importados, respondendo por 13,8% das compras externas. O resultado evidencia o avanço de investimentos ligados à geração de energia solar e acompanha um movimento observado em diferentes regiões do país voltado à ampliação da matriz energética renovável.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o comportamento da balança comercial demonstra a capacidade do setor agropecuário de manter resultados expressivos mesmo diante da desaceleração natural das exportações de soja nesta época do ano.

“Mesmo com a desaceleração natural das exportações de soja neste período do ano, Mato Grosso do Sul mantém uma balança comercial bastante robusta. O destaque para a importação de células fotovoltaicas demonstra que o Estado acompanha uma tendência global de transição energética, enquanto o forte desempenho das exportações agropecuárias continua garantindo um saldo comercial expressivo e contribuindo para a dinâmica econômica regional”, afirma.

Além do desempenho do comércio exterior, o boletim também aponta desaceleração dos principais índices de inflação acompanhados pelo setor. Em maio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,58%, enquanto o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) avançou 0,84%.

De acordo com a análise econômica da Aprosoja/MS, o comportamento dos indicadores sinaliza maior estabilidade dos custos que compõem a cadeia produtiva. O destaque ficou para a redução do ritmo de avanço do IGP-M, influenciada principalmente pela acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional, fator que impactou diretamente os preços ao produtor.

O cenário observado em maio reforça a importância do agronegócio para a economia sul-mato-grossense. Mesmo diante da redução sazonal dos embarques de soja, o Estado manteve uma balança comercial amplamente superavitária, sustentada pela força das exportações agropecuárias e pela diversificação de sua pauta comercial, ao mesmo tempo em que registra sinais de expansão em setores ligados à transição energética.