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Cidades

Relógios inteligentes não devem ser usados para medir glicemia, diz Anvisa

Departamento emitiu nota técnica sobre a utilização de dispositivos não regulamentados

Por Gustavo Bonotto | 26/02/2024 22:48
Usuário de relógio inteligente manuseia aparelho no pulso esquerdo. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Usuário de relógio inteligente manuseia aparelho no pulso esquerdo. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou, na tarde desta segunda-feira (26), nota técnica onde alerta sobre os riscos ao usar relógios digitais inteligentes na medição de glicemia (nível de açúcar) e também na oximetria (saturação de oxigênio no sangue). Segundo o texto, não existe, até o momento, dispositivo regularizado que garanta precisão e segurança.

O departamento de saúde pública explicou que ainda não há estudos com evidências robustas sobre o desempenho para esta indicação de uso dos dispositivos considerados "moderninhos". A venda de dispositivos médicos sem a devida regularização é uma infração sanitária, com penalidades previstas pela Lei nº 6.437/77.

"Atualmente, estão aprovados na Anvisa cinco softwares para smartwatch. Eles são destinados para medir pressão arterial, eletrocardiograma e notificação de ritmo cardíaco irregular. Nenhum deles inclui a medição não invasiva de glicose ou oximetria", diz o comunicado.

Ainda no texto, a agência ressalta que aparelhos que medem apenas frequência cardíaca e respiratória, que não são considerados de uso estritamente médico, não estão sujeitos à regulamentação.

"A Anvisa recomenda que os pacientes que necessitem monitorar sua glicemia ou oximetria utilizem dispositivos médicos tradicionais, devidamente regularizados pelo departamento", finalizou a nota.

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