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Cidades

"Seria irresponsabilidade" marcar data para volta ao normal, diz governo

Ainda assim, eventos já estão liberados no Estado, mediante protocolos definidos pelo governo estadual

Por Guilherme Correia | 03/08/2021 11:45
Presidente do comitê gestor do Prosseguir, Eduardo Riedel, durante coletiva nesta manhã. (Foto: Reprodução/Governo de MS)
Presidente do comitê gestor do Prosseguir, Eduardo Riedel, durante coletiva nesta manhã. (Foto: Reprodução/Governo de MS)

Mato Grosso do Sul ainda não tem data específica para acabar com todas as restrições impostas pela pandemia, segundo o presidente do comitê gestor do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia), Eduardo Riedel.

Questionado em coletiva nesta manhã (3) sobre essa possibilidade, caso o Estado atinja a imunidade coletiva prevista para o fim de agosto, ele deixou em aberto. “É muito difícil a gente precisar uma data, a gente estaria incorrendo quase numa irresponsabilidade em cravar uma data para tirar as restrições”, afirmou Riedel.

Ainda assim, ele destaca que várias atividades já foram flexibilizadas. Conforme o Campo Grande News noticiou na semana passada, o conceito de "atividades essenciais" foi abolido e agora, alguns setores terão de reduzir a lotação dos ambientes, seguindo classificação do Prosseguir. “Na semana passada, fizemos um passo importante ao tirar atividades essenciais e liberar praticamente todas as atividades e deixar um grupo de atividades mais sensíveis com protocolos de ocupação".

Exigência em providenciar álcool a 70% e distanciamento social, além de fiscalizar o uso de máscaras, são algumas das medidas ainda obrigatórias aos estabelecimentos. Além disso, eles têm de seguir o toque de recolher vigente, também baseado nas bandeiras definidas pelo programa (verde, amarela, laranja, vermelha e cinza).

“Tivemos um avanço importante, claro que tem uma expectativa desses setores vinculados, para que haja liberação, mas só podemos fazer isso com segurança em relação aos indicadores e com avanço da vacinação. São esses grandes temas que pautam as nossas reuniões do Prosseguir, para tomada da decisão”.

Campo Grande, e outros municípios definidos como bandeira vermelha, terão de limitar a 50% a lotação dessas atividades listadas.
Campo Grande, e outros municípios definidos como bandeira vermelha, terão de limitar a 50% a lotação dessas atividades listadas.

O titular da Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), também destacou que o Estado almeja uma total flexibilização, que só será avaliada quando cerca de 90% dos adultos estiverem vacinados com, pelo menos, a primeira dose, meta estipulada pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), para trazer imunidade coletiva. “Daqui pra frente isso [flexibilização] deve ser uma crescente".

"É claro que isso traz uma nova realidade e as medidas de flexibilização vão estar muito próximas em relação a essas metas a serem atingidas. Prefiro não dar data, mas acredito que a gente está caminhando a passos largos para uma normalização das atividades”.

Por fim, Riedel também ressaltou que novas flexibilizações podem acontecer de acordo com os indicadores de saúde pública do Estado, que incluem a lotação hospitalar, índice mais crítico para ser avaliado, que foi afetada em vários momentos da pandemia por conta da alta de infecções pelo coronavírus, bem como da continuidade da vacinação.

"O nível de contaminação ainda é alto, nível de transmissão da doença é alto. Não foi verificada aqui a variante delta, isso é bom, mas a qualquer momento ela pode estar presente. [Se houver] piora no quadro da transmissão, isso vai se reverter em internação ou não por causa do avanço da internação? Ter cuidado com a saúde e ir liberando a medida que a gente tenha segurança com esses indicadores", garantiu.

O comércio alega ser um dos setores mais afetados na pandemia, não apenas por conta de restrições, como também pela recessão e pelo medo de parte dos clientes. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
O comércio alega ser um dos setores mais afetados na pandemia, não apenas por conta de restrições, como também pela recessão e pelo medo de parte dos clientes. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Economia - Alguns do setores, como o de eventos, já estão liberados, segundo Riedel, mediante protocolos estabelecidos pelo Prosseguir, que dispõe sobre a lotação dos espaços e sobre o toque de recolher.

O titular da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, afirmou também que Mato Grosso do Sul deve ser o estado brasileiro com maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no próximo ano, por conta de investimentos públicos e, principalmente, privados.

Segundo estimativa do próprio governo estadual, espera-se que esse indicador cresça cerca de 3,5% neste ano e aproximadamente 5,5% em 2022. Investimentos como o da Suzano Celulose, por exemplo, feitos em Ribas do Rio Pardo, são responsáveis, segundo o secretário, pela maior parte desse aumento.

"Pro próximo ano, Mato Grosso do Sul, com certeza, deve ter o maior crescimento do PIB do País em função desses investimentos privados que estão sendo realizados [...] 2022 será um grande ano para Mato Grosso do Sul, principalmente, na geração de empregos, então, preparem-se, porque haverão oportunidades", finalizou.

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