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Cidades

Superintendente do Incra em MS é demitido antes de completar um ano no cargo

Antonio de Castro Vieira disse que foi pego de surpresa com a dispensa

Por Jones Mário | 02/07/2020 12:30
Ex-superintendente do Ibama, Vieira assumiu função em agosto do ano passado (Foto: Divulgação/PMCG)
Ex-superintendente do Ibama, Vieira assumiu função em agosto do ano passado (Foto: Divulgação/PMCG)

Antonio de Castro Vieira não é mais o superintendente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Mato Grosso do Sul. Sua exoneração foi publicada nesta quinta-feira (2), no DOU (Diário Oficial da União).

Vieira sequer completou um ano à frente da superintendência. Ele estava no cargo desde 6 de agosto do ano passado.

A demissão pegou o agora ex-superintendente de surpresa.

O cargo da gente é de confiança, comissionado, [uma exoneração] pode ocorrer a qualquer momento. O que deixa a gente chateado é ter uma exoneração sem motivo e, principalmente, sem ser avisado”, disse Antonio Vieira.

Ele conta que esteve ainda nesta semana em Brasília (DF) para tratar de assuntos pertinentes à reforma agrária no Estado.

O ex-superintendente sugeriu que “talvez não tenha agradado alguns, por algum motivo político”, uma vez que, segundo ele, viu “desvios” na unidade sul-mato-grossense da autarquia e procurou colocá-la “no rumo certo”.

A exoneração de Castro Vieira é assinada pela ministra Tereza Cristina. A reportagem procurou o ministério da Agricultura a fim de apurar os motivos da demissão, mas não houve retorno até a publicação da matéria. A pasta ainda não anunciou quem assume o cargo.

Antes de passar pelo Incra, Antonio Vieira foi superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Estado, entre agosto de 2016 e de 2017. Antes, trabalhou como secretário parlamentar do então deputado federal Luiz Henrique Mandetta, agora ex-ministro da Saúde.

O Incra foi criado em 1970 e atua em todo o país por meio de 30 superintendências. A autarquia federal é responsável por executar a reforma agrária.

Mato Grosso do Sul tem 180 assentamentos, que beneficiam 35 mil famílias.