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Trecho da Bioceânica no Chaco paraguaio bate 40% e começa a receber asfalto

Governo do Paraguai divulgou vídeo mostrando avanço das obras no lote 3 da PY-15

Por Gustavo Bonotto | 03/08/2026 14:30

MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai informou nesta segunda-feira (3) que o lote 3 da PY-15 chegou a 40% de execução e se prepara para receber asfalto no Chaco paraguaio. Vídeo divulgado pelo órgão mostra três frentes de trabalho entre os quilômetros 215 e 270 da rodovia. O trecho de 55 quilômetros fica entre Colônia Austria’i e Cruce Don Silvio.

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O Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai informou que o lote 3 da rodovia PY-15, trecho de 55 quilômetros entre Colônia Austriai e Cruce Don Silvio, atingiu 40% de execução e se prepara para receber asfalto. A obra, executada pela empresa CDD Construcciones, integra a Rota Bioceânica, corredor de cerca de 3,9 mil quilômetros que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

As equipes trabalham na base granular estabilizada, na melhoria do subleito com solo retirado da região e na sub-base reforçada com cimento. O material passa por processamento para aumentar a capacidade de sustentação do terreno. Os serviços também incluem terraplenagem e estruturas de drenagem.

Chefe da obra, o engenheiro Rodrigo Hinojosa afirmou que máquinas próprias para a pavimentação são levadas ao trecho. A previsão apresentada por ele é de que uma das frentes comece a receber asfalto em aproximadamente um mês. “Estamos dentro da curva de avanço programada”, disse no vídeo divulgado pelo governo paraguaio.

A empresa CDD Construcciones executa o lote 3, que abrange os quilômetros 215 a 270 da PY-15. O contrato tem prazo total de 126 meses, com seis meses para elaboração do projeto, 24 meses para construção e 96 meses para manutenção. A empresa deverá conservar a estrada durante oito anos depois da conclusão.

Trecho da Bioceânica no Chaco paraguaio bate 40% e começa a receber asfalto
Principal obra da Rota Bioceânica, a ponte da Bioceânica abrirá um novo corredor de exportação para a Ásia, reduzindo distâncias, tempo de transporte e custos logísticos para o comércio exterior brasileiro. (Foto: Osmar Veiga)

O mesmo trecho estava com 28% de execução no início de maio. Naquele momento, a empresa havia concluído a limpeza dos 55 quilômetros, executado 40 quilômetros de sub-base e implantado quatro quilômetros de base granular. O índice subiu para 35% em julho e alcançou 40% neste mês.

O lote faz parte da terceira etapa paraguaia da Rota Bioceânica, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo. São cerca de 224 quilômetros divididos em quatro contratos e financiados pelo Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata). A obra completa a ligação rodoviária do Chaco até a fronteira com a Argentina.

A primeira parte da rodovia paraguaia, entre Carmelo Peralta e Loma Plata, começou a receber trechos pavimentados em 2019. O projeto daquela etapa previa 277 quilômetros de estrada entre a fronteira com Porto Murtinho e o centro do Chaco. A nova frente prolonga a rota em direção a Pozo Hondo e à passagem argentina de Misión La Paz.

Trecho da Bioceânica no Chaco paraguaio bate 40% e começa a receber asfalto
No lado brasileiro, ponte termina em um barranco de areia, retirado do próprio rio por dragas. (Fotos: Osmar Veiga)

Acesso - Em Mato Grosso do Sul, a Ponte da Rota Bioceânica entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta teve os dois lados unidos em 15 de julho. A estrutura possui 1.294 metros e entrou na fase de pavimentação, iluminação, sinalização e instalação dos dispositivos de segurança. A construção começou em julho de 2022.

O Paraguai também executa 3,8 quilômetros de acesso entre a ponte e a PY-15. No lado brasileiro, o projeto prevê 13,1 quilômetros entre a BR-267 e a travessia internacional, além do contorno de Porto Murtinho e do centro aduaneiro. A previsão mais recente aponta conclusão do acesso brasileiro no segundo semestre de 2027.

O corredor reúne aproximadamente 3,9 mil quilômetros de rodovias entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A rota deverá permitir que cargas do Centro-Oeste cheguem aos portos chilenos do Oceano Pacífico, com redução estimada de 12 a 17 dias nas viagens marítimas para mercados asiáticos.