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Cidades

Um ano da chegada da pandemia ao Brasil coincide com novo pico de mortes em MS

Mato Grosso do Sul está entre os sete do País onde o registro de óbitos 2021 supera o pior período em número do ano passado

Por Anahi Zurutuza | 26/02/2021 12:55
Dia de Finados em 2020 foi cheio de restrições, mas famílias não abriram mão de visitar seus entes, levados pela covid ou não (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Dia de Finados em 2020 foi cheio de restrições, mas famílias não abriram mão de visitar seus entes, levados pela covid ou não (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

No dia em que a pandemia do novo coronavírus completa um ano da chegada ao Brasil, Mato Grosso do Sul está entre os sete do País onde o pico de mortes em 2021 supera o pior período em número de óbitos do ano passado. Conforme levantamento feito pela Folha de S. Paulo, além do Estado, em Roraima, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Paraná e Amazonas, a semana mais letal deste ano soma mais mortes que a pior do ano passado.

Mato Grosso do Sul levou 17 dias para registrar os dois primeiros casos de covid-19 depois do anúncio da primeira confirmação no Brasil. Hoje, 349 dias depois, já são 180.058 casos confirmados e 3.293 mortes registradas.

No Estado, o recorde de mortes em 24 horas foi no dia 5 de janeiro, quando 33 óbitos de pacientes de covid entraram no boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde) divulgado sempre às 10h30 (horário local). Deste total, 15 era de moradores da Capital.

Nos primeiros cinco dias do ano, a covid já havia feito 102 vítimas. Veja mais no infográfico:

Sobe e desce - Assim como Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, ainda segundo análise feita pela Folha de S. Paulo, Mato Grosso do Sul está entre os estados onde as curvas de contágio e mortes acelerar tardiamente, a partir do meio do ano passado. Em compensação os períodos de desaceleração foram mais curtos.

Exemplo disso está no boletim epidemiológico de ontem (25), que trouxe traz 894 novos casos confirmados e 24 óbitos por covid-19. Além do alto número de vítimas, comparado aos dias anteriores, a quantidade de internados pela doença assustou. Eram 571 hospitalizados por coronavírus, 12% a mais do que o verificado na semana passada (509).

O total de mortes inseridas no contador da SES ontem foi superior aos últimos 15 dias. O "recorde" de fevereiro aconteceu no dia 9, com 29 óbitos.

O que os números dizem - Não há consenso entre especialistas sobre se o País vive mais uma onda da pandemia, mas em quase todos os Estados o número de óbitos voltou a crescer após curto período de queda.

Secretário estadual de governo, Sérgio Murilo, durante transmissão ao vivo do boletim nesta manhã (Foto: Reprodução)
Secretário estadual de governo, Sérgio Murilo, durante transmissão ao vivo do boletim nesta manhã (Foto: Reprodução)

Em sua primeira participação na transmissão ao vivo do boletim, nesta sexta-feira (26), o secretário estadual de Governo, Sérgio Murilo, já falou em terceira onda da doença. “O pior momento da pandemia nós estamos passando agora. Temos acompanhado os processos de leitura diária informativos da grande imprensa mundial e nacional, e esse é o pior momento que estamos passando, a nível de mortes e infectados com a pandemia. Essa terceira onda que está passando nos preocupa muito e vai se repetir no mundo, e em Mato Grosso do Sul”.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, repetiu o temor com o descontrole na contaminação e mortes, caso o tipo mais transmissível do vírus se espalhe por aqui. “A nova cepa certamente vai chegar no Estado, se já não chegou”.

UTIs – Campo Grande está entre as 17 capitais brasileiros registrando lotação de ao menos 80% nas UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo). Conforme outro diagnóstico feito pela Folha neste 1 ano de pandemia, o SUS (Sistema Único de Saúde) vive o pior momento da pandemia.

Boletim epidemiológico desta sexta-feira (26) traz 914 novos infectados e 23 óbitos por covid-19 em Mato Grosso do Sul. São 594 pacientes hospitalizados, o que voltou a acender alerta para o sistema de saúde sul-mato-grossense. São mais 23 pessoas internadas em 1 dia, quase 1 por hora.

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