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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

28/05/2017 10:03

"Estou decepcionada com a família desse rapaz", afirma Cris Stefanny

Representante da comunidade LGBT, foi levada para delegacia depois de dar carona a bandido, garante que não sabia do crime.

Anahi Gurgel
Cris Stefanny, durante posse da coordenadoria municipal de Políticas Públicas para LGBT, em 2015. Tentei ajudar. Estou me sentindo humilhada. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo). Cris Stefanny, durante posse da coordenadoria municipal de Políticas Públicas para LGBT, em 2015. "Tentei ajudar. Estou me sentindo humilhada". (Foto: Fernando Antunes/Arquivo).

Uma das mais atuantes representantes da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) de Mato Grosso do Sul, Cris Steffany, 37 anos, nega qualquer tipo de envolvimento no roubo a uma farmácia, na noite deste sábado (27), na região do Jardim Imá, oeste de Campo Grande. Ela foi detida em flagrante após dar carona ao autor do crime, mas liberada na manhã deste domingo (28).

O roubo aconteceu por volta das 21h30, quando a polícia militar prendeu em flagrante André Luiz Rocha Stevam, de 22 anos. Ele fingiu estar armado e rendeu duas funcionárias da drogaria São Bento, na Avenida Júlio de Castilho, e levou R$ 86 do caixa. Após o crime, ele tentou fugir no veículo Fiat Línea, conduzido por Cris Stefanny, quando foi abordado pelos policiais.

Cris Stefanny disse ao Campo Grande News, que está se sentindo humilhada com a situação. “Estava tentando ajudar o André e acabei sendo presa por um crime em que não tive qualquer envolvimento”, afirma.

“Sempre ajudo a família dele, arrecando roupas, calçados, móveis, até fogão já consegui. Também já arranjei muito serviço para a irmã dele, que é diarista. Ontem, foi ela quem me pediu para dar carona para o irmão", conta.

Ela explica que, no meio do caminho, André disse para ela esperar no veículo porque ele iria pegar dinheiro com um conhecido. "Estava aguardando quando ele entrou apressado no carro e eu fui surpreendida pelos policiais. Fiquei sem entender nada. Esse caso foi o fim da picada”, relatou.

De acordo com boletim de ocorrência, as funcionárias da farmácia disseram que Cris esteve no estabelecimento por volta das 18h, comprando cosméticos. “Eu nunca estive lá. No horário que disseram que eu fui à drogaria, estava em casa, dormindo. Muito humilhante o que estão fazendo comigo”, lamenta.

Somente no mês de maio, o estabelecimento, que fica localizado na esquina com a Rua Três Lagoas, já foi assaltado 4 vezes por André, de acordo com testemunhas, que o reconheceram por foto. O homem confessou todos os crimes.  

Cris Stefanny foi a primeira travesti na história político-administrativo de Mato Grosso do Sul a assumir o cargo de coordenadora municipal de Políticas Públicas LGBT do município. Também ficou conhecida pela atuação como presidente da ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul).

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