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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

12/03/2018 10:49

“Greve agrava situação”, diz Correios sobre paralisação de funcionários

Paralisação é nacional e tenta "barrar" alteração no acordo coletivo, que ainda está no prazo

Danielle Valentim
Além da alteração no plano, os trabalhadores apontam suspensão de férias de todos os funcionários e desligamentos por meio de Planos de Demissões Incentivadas. (Foto: Miriam Machado)Além da alteração no plano, os trabalhadores apontam suspensão de férias de todos os funcionários e desligamentos por meio de Planos de Demissões Incentivadas. (Foto: Miriam Machado)

A greve nacional dos funcionários dos Correios iniciada às 0h, desta segunda-feira (12), “só serve para agravar ainda mais a situação”, avalia a empresa. Os trabalhadores decidiram parar contra uma alteração no plano de saúde e no acordo coletivo de trabalho, que vale até o dia 31 julho.

A paralisação é nacional e tenta defender o acordo coletivo, que ainda está no prazo. A direção dos Correios entrou com um pedido de dissídio no TST (Tribunal Superior do Trabalho) pedindo alteração na cláusula que trata do Plano de Saúde dos Trabalhadores. A mudança exclui pais e mães da assistência.

O protesto foi uma deliberação da Federação Nacional da categoria para defender o acordo, informa a presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul), Elaine Regina Oliveira. Além da alteração no plano, os trabalhadores apontam suspensão de férias de todos os funcionários e desligamentos por meio de Planos de Demissões Incentivadas.

O Correios de Campo Grande se posicionou por meio da assessoria de imprensa admitindo que a greve é um direito do trabalhador,mas que desta vez pode agravar a situação. A empresa destacou ainda que a paralisação afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

“Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST”.

Conforme a nota, o Correios disse que aguarda uma decisão do tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.

Para atender toda a população, os Correios adotam um plano de contingência conforme a situação de cada unidade. A legislação prevê que até 30% dos empregados podem aderir à greve.



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