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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/06/2009 17:25

Acadêmicos queriam roubar e acreditavam na impunidade

Redação

Os universitários e o auxiliar administrativo que mataram a garota de programa Claudinéia Rodrigues Mendes, de 25 anos, no dia 8 de maio, foram para a rua com a intenção de fazer assalto porque estavam sem dinheiro.

De acordo com a Polícia, o auxiliar administrativo Leonardo Leite Cardoso, 27 anos; o estudante da Unaes de Ciências Contábeis, Hugo Pereira da Silva, e o acadêmico de Direito da Estácio de Sá, Fernando Pereira Verone, ambos de 19 anos, estavam sem dinheiro e por isso decidiram fazer um assalto.

Conforme a Polícia, no Palio Wekend de placa CXQ-7678 do pai de Fernando, eles deram voltas no Parque de Poderes e avistaram uma mulher que saía do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo com uma bolsa. No local era realizado um evento jurídico.

"Eles então decidiram assalta-la, mas logo passou uma viatura da Polícia, ficaram com medo e foram para o centro", conta o delegado Silvério Arakaki, da 7ª Delegacia de Polícia Civil, que fez as investigações, junto com a 1ª Delegacia.

Arakaki explica, que enquanto seguiam para a área central, eles decidiram assaltar uma garota de programa porque acreditavam na impunidade. "Eles pensaram que se assaltassem uma garota de programa, ela não daria queixa", diz o delegado.

Os rapazes dizem que saíram de casa apenas para dar uma volta, negam a intenção de roubo e dizem que o assassinato foi uma "loucura". "A gente saiu, de uma loucura e fizemos essa besteira", diz Leonardo.

Ele conta que os três se conheceram há cerca de um ano no ônibus. Eles começaram então a sair juntos. No dia do crime, 8 de maio, sexta-feira, Hugo saiu de casa para ir para a faculdade e no caminho encontrou Fernando.

Hugo então mandou uma mensagem de texto para o celular de Leonardo, pedindo que os esperasse em frente a um colégio localizado na avenida Júlio de Castilhos. "Aí demos umas voltas", relata Leonardo, que nega a intenção do roubo, mas afirma que todos estavam sem dinheiro.

Leonardo diz que então pegaram as garotas de programas na Praça Ary Coelho, de lá foram passaram em frente ao motel Chega Mais, onde a principal testemunha se jogou do carro em movimento, e depois seguiram para o local onde mataram "Néia".

O carro era conduzido por Hugo. Leonardo e Fernando ficaram no banco de trás com a vítima. Hugo nega qualquer participação. "Em nenhum momento cheguei a relar nela".

A Polícia diz que Hugo não participou das agressões, mas ajudou a carregar o corpo. Leonardo fala que apenas a empurrou do carro, acreditando que apenas a deixariam no local. A Polícia conta que ele e Fernando deram os golpes na cabeça de "Néia".

O rosto de Néia ficou totalmente destruído, como diz o laudo divulgado pelo delegado. A nuca dela também foi atingida. Próximo ao local foram encontrados o tijolo e a pedra usada no assassinato. Eles foram apreendidos para perícia.

Prisão - Hugo e Leonardo foram presos na terça-feira. Hugo no trabalho, em um posto de combustíveis, e Leonardo em casa, no bairro Ana Maria do Couto.

Fernando está foragido. A família diz que ele brigou em casa e saiu, e não voltou mais. Fernando e Hugo moram no bairro Nova Campo Grande.

Arrependimento - Hugo se diz arrependido de ter se envolvido no caso e fala que tem que pagar pelo que fez. "Eu errei e tenho que pagar pelo meu erro. Tenho plena consciência que errei". Leonardo também diz que tem que pagar pelo que fez.

Sobre o amigo, Fernando, Leonardo diz. "Ele era meio louco, louco mesmo."

Após o crime, eles nunca mais se encontraram. Apenas Leonardo e Fernando se viram no sábado, dia seguinte ao crime. "Encontrei com o Fernando nos sábado, conversamos uns 40 minutos. Ele disse: encontraram o corpo da puta que eu fiz lá".

Sobre o porque de não ter impedido a morte da garota de programa, já que não participou e viu o que era feito, Hugo diz: "Quem nunca viu nada parecido, quando você está vendo a pessoa morrer, você fica parado, sem nenhum tipo de reação".

Hugo conta que ficou desesperado com a situação e pediu para ser deixado no São Conrado. Leonardo ficou na casa de Fernando.

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