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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

09/03/2009 18:42

Alta infestação de dengue deixa Corumbá em alerta

Redação

Resultado do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) deixa o município de Corumbá em alerta. Na cidade, a incidência ficou em 5,4%, percentual bastante acima de 1%, que é o aceitável. Corumbá é distante 426 quilômetros de Campo Grande e faz fronteira com a Bolívia. A cidade boliviana de Puerto Quijarro atingiu índice de 33%.

Mato Grosso do Sul tem 1.153 casos notificados de dengue durante os dois primeiros meses do ano. Do total, 555 foram em Corumbá, segundo a assessoria de imprensa do Governo do Estado.

O número é maior até do que os casos notificados em Campo Grande, que contabiliza 301 casos. A assessoria de imprensa do Governo pondera que no mesmo período do ano passado havia no Estado 5.120 casos notificados.

Para tentar reverter o quadro, a prefeitura de Corumbá implantou o serviço chamado disque dengue que está em funcionamento durante o horário comercial. A ligação é gratuita e, pelo sistema, a população poderá informar casos de dengue na cidade, inclusive com denúncias sobre focos do mosquito Aedes aegypti.

Segundo Viviane Ametlla, gerente de Vigilância em Saúde da prefeitura de Corumbá, os índices fazem com que a secretaria intensifique as ações de combate e eliminação dos focos da dengue. Ela lembra que áreas intensamente trabalhadas, como a Popular Velha, ainda estão com índices acima do aceitável pela Organização Mundial de Saúde.

Entretanto, Viviane pontua que o levantamento foi feito antes da última ação de combate à doença.

O levantamento comprovou que a maior incidência de proliferação do Aedes aegypti está nas caixas e depósitos de água ao nível de solo, com 38,4% do total de focos detectados. Depósitos móveis, como vasos de plantas, por exemplo, atingiram incidência de 26,7%.

Já os resíduos sólidos, como garrafas de vidro, pet, copos descartáveis e outros, o levantamento apontou incidência de 16,3%. Noa depósitos fixos, como calhas, lajes, vasos sanitários abandonados e outros, são responsáveis por uma incidência de 11,6%, à frente de pneus, com 4,7%.

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