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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

11/12/2018 09:12

Alvos de operação da PF são parlamentares do PSDB, DEM, SD e PTB

Senadores, dentre eles Aécio Neves, são investigados por receberem propina do grupo J&F, dono do frigorífico JBS

Anahi Zurutuza
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) em entrevista após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de acolher denúncia por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)Senador Aécio Neves (PSDB-MG) em entrevista após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de acolher denúncia por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Os alvos da Operação Ross, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (11) em 9 estados incluindo Mato Grosso do Sul, são senadores do PSDB e do DEM e deputados do Solidariedade e do PTB. Os políticos são investigados por receberem propina.

O senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros estão na mira.

Também são alvos os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN). A Operação Ross investiga ainda os deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ), conforme apurou a Agência Brasil.

Não há detalhes ainda de que tipos de mandados, quantidade e quem são os alvos em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, 200 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e também 48 intimações para oitivas em Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Tocantins, e Amapá.

Conforme as investigações, a propina foi paga pelo grupo J&F, que no Estado mantém plantas do frigorífico JBS, por exemplo. Os pagamentos foram feitos para as campanhas de 2014.

A Operação Ross, baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio do ano passado. A primeira ação teve entre os alvos os senadores Aécio Neves, Zezé Perrella (PMDB-MG), além do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) – ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, que foi flagrado pela PF com mala de dinheiro –, e pessoas ligadas a eles.

Segundo a polícia, a somatória dos pagamentos de propina apurados nesta opera ultrapassam R$ 100 milhões. Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.



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