Após quase uma década, prefeitura inicia obra para acabar com erosão

Depois de quase dez anos, a prefeitura de Campo Grande tirou do papel e iniciou uma obra emergencial para acabar com a erosão no Rio Anhnadui, na Avenida Ernesto Geisel, no Bairro Guanandi. Parte do trabalho, realizado de forma emergencial nos pontos mais críticos, foi concluído ontem (6), depois de três dias.
O primeiro trecho cuja margem foi reconstruída fica pouco à frente do Shopping Norte Sul, no sentido centro-bairro da via. Hoje, o trabalho já está sendo feito perto da ponte na Avenida Manoel da Costa Lima, por isso, das três faixas da avenida, apenas uma está liberada.
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Uma equipe de 18 homens reconstrói a margem do rio, com a instalação de gaiolas de arame forradas de pedra para segurar eventual desabamento. Apesar das placas de sinalização, os motoristas passam em alta velocidade. Segundo os trabalhadores, a toda hora um acidente “quase” acontece, e os carros só respeitam a regra de trânsito de diminuir a velocidade quando a Agetran vai até o local, duas vezes por dia, nos horários de pico – 12h e 17h.
O mestre de obras não soube precisar em quanto tempo este trecho será concluído, já que o trabalho pode ser interrompido por causa da chuva. As próximas etapas serão nas proximidades do ginásio Guanandizão e a laticínio.


Com uma casa bem em frente ao trecho que já foi reconstruído, Francisco Rodrigues, 38 anos, acredita que o trabalho foi feito de forma rápida e, aparentemente, foi bem feito. “Estava muito perigoso para o motorista, esse asfalto podia desabar a qualquer momento. A obra em si não demorou, demoraram é para começar a fazer”, opina Rodrigues, que mora há 12 anos no local. “Para ficar “excelente” falta apenas concluir o assoreamento do rio”, acrescenta.
Mais à frente, no Atacado Maxxi, a comerciante Clara Dias de Oliveira, 51, tem uma visão pouco menos otimista sobre a obra, mas torce para que o resultado seja positivo. “Acho que, mais uma vez, estamos vendo nosso dinheiro ir para o esgoto. Na primeira chuva que der, vai tudo abaixo”, acredita. Para ela, é preciso haver planejamento para o serviço dar certo. “Que o serviço seja bem feito, sem deixar pontas soltas. Estas máquinas não podem estar aqui em vão, para depois ter que fazer tudo de novo”, acrescenta.
Obras definitivas - Prevista para começar este ano, a obra de recuperação e revitalização da avenida, no valor de R$ 47,4 milhões, ficou para abril de 2014. Isso porque, as três empresas, que participaram da licitação desistiram do contrato com a prefeitura.
Inicialmente, a previsão era gastar R$ 40,8 milhões, mas, segundo Semy, foi necessário alterar a concepção do projeto. “Trocamos a parede de concreto pelo gabião, que além de mais barato, possibilita o apoio no próprio solo”, explicou. Indagado, então, sobre o encarecimento de 16% da obra, o secretário disse que os preços anteriores eram referentes a 2011.
A expectativa, ainda de acordo com ele, é obter da Caixa Econômica Federal a aprovação do projeto executivo até 15 de novembro. “Aí abriremos a licitação para iniciar as obras até abril do próximo ano”, calculou.